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Na Gerdau, produção de aço bruto sobe, mas vendas caem

28/02/2018 11h07

Com a queda dos volumes vendidos no Brasil e na América do Sul, a Gerdau sofreu um descompasso entre produção e comercialização de aço durante o quarto trimestre, conforme o balanço da siderúrgica divulgado nesta quarta-feira (28).


Entre outubro e dezembro, foram fabricadas 3,95 milhões de toneladas de aço bruto por todo o grupo, 18,7% acima do mesmo período de 2016. Já as vendas de aço caíram 0,7% na mesma comparação, para 3,77 milhões de toneladas.


"Em termos consolidados, a produção de aço bruto no quarto trimestre apresentou aumento devido ao maior nível de utilização de capacidade e menor incidência de paradas programadas de manutenção", informou a empresa.


Um dos destaques dos três últimos meses do ano foi a recuperação do mercado brasileiro. A operação local vendeu 4,8% a menos, ou 1,46 milhão de toneladas, mas porque as exportações foram reduzidas em 15,8%. No mercado interno, as vendas cresceram 3,5%, para 908 mil toneladas.


Enquanto isso, na América do Norte, a companhia elevou as vendas em 9,7%, para 1,57 milhão de toneladas. Mesmo assim, a alta foi bem menos intensa do que a da produção, que foi aumentada em 29%, para 1,64 milhão de toneladas.


Pela unidade América do Sul, a Gerdau vendeu 383 mil toneladas de aço, 28,4% de queda na comparação anual. Pela de aços especiais, as vendas cresceram 13,4%, para 498 mil toneladas.


Em 2017 como um todo, a produção subiu 2,8%, para 16,12 milhões de toneladas, enquanto as vendas recuaram 4%, para 14,94 milhões de toneladas.


Frustração


O desempenho operacional da Gerdau durante o quarto trimestre ficou levemente acima do que os analistas esperavam, mas o prejuízo veio bem acima das projeções, especialmente por conta de uma baixa contábil bilionária.


LevantamentodoValorcom Bank of America Merrill Lynch (BofA), BTG Pactual, Credit Suisse, Goldman Sachs, Itaú BBA, J.P. Morgan, Morgan Stanley e Santander apontava estimativa média de R$ 89 milhões para o prejuízo do período. A companhia apresentou perdas de R$ 1,38 bilhão.


O resultado recebeu o forte impacto da baixa contábil ("impairment") de R$ 1,12 bilhão. Sem ela, o resultado seria negativo em R$ 260 milhões. A Gerdau também exclui em seus ajustes o resultado de coligadas e controladas, que terminou o trimestre em R$ 649 milhões no vermelho, e "impostos não recorrentes". Dessa maneira, o lucro ajustado seria de R$ 262,4 milhões.


Nas outras duas principais linhas, os números superaram as expectativas. Os analistas previam receita líquida de R$ 9,47 bilhões e a empresa observou nível de R$ 9,82 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi negativo em R$ 643 milhões, mas considerando os ajustes teria sido de R$ 1,18 bilhão no azul. Os bancos acreditavam em patamar de R$ 1,07 bilhão.

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