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Juro futuro curto cai com investidor à espera de sinalizações do Copom

As taxas de DI de curtíssimo prazo concentraram grande parte das operações do mercado de juros desta segunda-feira. Em semana de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), os investidores se posicionaram, de maneira mais tática, para uma possível surpresa com a postura do colegiado, o que conduziu os juros futuros para quedas moderadas.

O que movimenta o mercado não são as apostas sobre o corte do Copom nesta semana. Está bem consolidada a expectativa no mercado de que a Selic será reduzida em 0,25 ponto percentual, a 6,50%. A dúvida é como o colegiado sinalizará seus próximos passos. É justamente nessa "brecha" que foram montadas algumas operações para um cenário em Copom se mostre mais aberto a movimentos adicionais, mais "dovish" no jargão do mercado, ou seja, mais propenso ao afrouxamento monetário.

Essa aposta se embasa numa possível surpresa já que a percepção, mais geral, é que o Copom deve elevar o "nível de exigência" para derrubar a Selic, mais uma vez, na sua reunião de maio. A expectativa de analistas é que o colegiado reforçará nesta semana que o ciclo de flexibilização monetária está perto de ser interrompido, ao mesmo tempo em que cresce a importância dada às expectativas de inflação para o ano de 2019.

O colegiado não deve fechar totalmente as portas para uma nova flexibilização, mas poderia sinalizar a necessidade de alterações ainda mais importantes no cenário para implementar outra redução de juros em maio. E conforme o ciclo de cortes se aproxima do fim, o debate tende se voltar para a perenidade do ambiente de juro baixo.

"O mercado não mudou muito a visão para o Copom desta semana, mas alguns 'players' se posicionam para postura mais aberta", diz o operador Matheus Gallina, da Quantitas. Por ora, a aposta de corte da Selic em maio, ainda minoritária, tem flutuado até 20% das chances precificadas no mercado. "É uma relação custo/benefício favorável e, mesmo se a surpresa não vier, a perda é baixa", acrescenta.

Sinal de que a política monetária é ponto principal de atenção no mercado, o contrato de DI para julho de 2018 - que reflete apostas para as decisões do Copom no primeiro trimestre (março, maio e junho) - reuniu mais de 20% de todos os contratos negociados no dia.No fim da sessão regular, às 16h, a taxa registrava queda de 2 pontos-base para 6,400%.

Em geral, a liquidez do mercado foi baixa e oscilações, modestas. Isso porque os investidores aguardam mais novidades antes de assumirem posições mais concretas.

O DI janeiro/2019 ficou em 6,465%, com ligeira baixa ante 6,475% no ajuste anterior; oDI janeiro/2020 chegou ao fim da sessão regular estável em 7,360%; oDI janeiro/2021 teve leve alta para 8,220%, de 8,210% no ajuste anterior;

O DI janeiro/2023 e o DI janeiro/2025 subiram 1 ponto-base para 9,090% e 9,500%, respectivamente.

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