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Desemprego sobe na Grande São Paulo, aponta Seade

25/04/2018 10h44

A taxa de desemprego aumentou para 16,9% em março, de 16,5% em abril, na região metropolitana de São Paulo, de acordo com a Fundação Seade.

São 59 mil desempregados a mais, que integram um contingente de 1,86 milhão de pessoas. Isso é resultado de 36 mil demissões e de 23 mil pessoas que entraram no mercado de trabalho, mas não encontraram ocupação.

Na comparação com março de 2017, quando o desemprego atingia 18,5% da população economicamente ativa (PEA), houve queda na taxa. O número de desempregados nessa comparação caiu 206 mil. Mas esse recuo foi provocado mais pela saída de pessoas do mercado de trabalho (162 mil) do que pela criação de vagas (44 mil).

Na comparação de março com fevereiro, a construção civil liderou as demissões na Grande São Paulo. O contingente de trabalhadores nesse setor ficou 6,3% menor, ou 39 mil menos pessoas. Em seguida vieram os serviços, com menos 31 mil (-0,6%) e a indústria, que demitiu 15 mil (-1,1%). O comércio teve um saldo positivo de 30 mil empregos em março, aumentando o contingente de vagas no setor em 1,9%.

A Seade também informou que o número de assalariados permaneceu praticamente estável (-0,1%), em função de comportamento semelhante no setor privado (0,1%) e da retração no setor público (-3,0%). No setor privado, o trabalho com carteira assinada aumentou 0,3%, enquanto o sem carteira caiu 1,6%. Os contingentes de trabalhadores autônomos e domésticos caíram (-0,4% e -0,3%, respectivamente) e o daqueles classificados nas demais posições diminuiu (-3,5%).

Quanto à renda, em fevereiro ante janeiro aumentou o rendimento dos assalariados com carteira de trabalho assinada (1,4%) e diminuiu o dos sem carteira (-1,3%), assim como o dos empregados no setor público (-2,4%).

Para os trabalhadores autônomos, o rendimento médio real cresceu (1,2%). Na pesquisa da Seade, os dados relativos à renda são sempre do mês anterior ao de referência.