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Alívio do dólar traz pouco alívio a juros futuros, que fecham em queda

Os juros futuros encerraram a sessão em leve queda, confirmando que a disposição do investidor em aplicar segue reduzida. O quadro de incertezas aqui e no exterior inibe a disposição dos agentes em reduzir o prêmio nos contratos, tanto nos curtos quanto nos mais longos.

Para o curto prazo, a expectativa de que haverá mais um corte de juros em maio está preservada, mesmo com a alta do dólar, que levou a cotação para perto de R$ 3,50. Isso significa que a curva de curto prazo já está "justa".

O que pode entrar na pauta é se, caso o câmbio continue pressionado, a Selic poderá permanecer em níveis baixos por muito tempo. E isso é um elemento adicional que impede uma queda mais expressiva das taxas.

As declarações do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, nesta quinta-feira (26), em entrevista ao Valor, corroboraram a leitura de que a Selic pode voltar a cair. Mas demonstraram uma preocupação com o exterior e com o comportamento do câmbio que ainda não havia aparecido. Ilan disse que está monitorando a desvalorização do real e que não permitirá uma dinâmica "perversa" na taxa cambial.

Também em entrevista ao Valor, o economista José Julio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Ibre-FGV, disse que a depreciação cambial pode colocar em risco o ciclo de alívio monetário, caso se exacerbe. Ele afirmou que a melhora das condições externas explicou a valorização cambial recente, o que abriu espaço para a queda dos juros. Agora, a reversão desse quadro pode colocar em risco esse alívio monetário.

"Não seria possível ter uma queda do juro "Agora, que as condições estão piorando, o risco é que o câmbio dificulte também a política monetária", afirmou.

Ao final da sessão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 encerrou o pregão regular com taxa de 6,245%, de 6,25% no ajuste de quarta (25), o DI janeiro/2022 terminou o pregão a 8,74%, de 8,76%, no fechamento anterior, e o DI janeiro/2023 tinha taxa de 9,20%, de 9,24%, anteriormente.

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