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Em dia de trégua no exterior, juros futuros fecham em queda

27/04/2018 17h02

As taxas dos contratos de DI intensificaram a queda na etapa final da sessão desta sexta-feira (27). A trégua do dólar e a melhora do sinal no exterior abriram caminho para o alívio nos juros futuros, principalmente de vencimentos mais longos.

Ao cair para as mínimas do dia, perto do fim da sessão regular, as taxas devolveram boa parte da alta acumulada ao longo na semana, quando foram pressionadas pelo salto nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e temores com a alta de juros nos Estados Unidos. Desta vez, o juro da T-note de 10 anos se distanciava, aos poucos, do nível psicológico de 3%.

Por aqui, uma das principais medidas de percepção de risco, a inclinação da curva de juros registrou sua maior queda diária desde meados de março. A diferença entre o DI janeiro de 2023 e o DI janeiro de 2020 cedeu 8 pontos-base nesta sexta-feira, para 218 pontos. A descompressão veio poucos dias após o "spread" tocar a máxima histórica, de 228 pontos, no começo da semana.

Nesta sexta, a melhora do mercado contou com a ajuda dos dados americanos do primeiro trimestre, que ajudaram a aliviar as preocupações com juros mais altos nos Estados Unidos. O Produto Interno Bruto (PIB) do país até superou as expectativas no começo do ano. No entanto, a desaceleração nos gastos com consumo sinaliza que a economia pode não estar pronta o suficiente para um aperto monetário mais duro do Federal Reserve.

"Hoje, o principal balizador para uma atuação mais agressiva do Fed é a inflação e o consumo mais fraco mostra que esse risco pode não se confirmar, mesmo com a atividade forte", diz o estrategista de uma corretora local.

Essa trégua, entretanto, ainda deve ser colocada à prova ao longo da semana que vem. O banco central americano anuncia sua decisão de juros na quarta-feira (2), dois dias antes do relatório de empregos americano. Não se espera, desta vez, uma mudança de juros. Ainda assim, um comunicado mais "hawkish" pode retomar a pressão sobre os ativos de risco.

Por volta das 16h, no fim da sessão regular, o DI janeiro/2019 marcava 6,215% (6,245% no ajuste anterior), oDI janeiro/2020 cedia a 6,910% (6,940% no ajuste anterior), oDI janeiro/2021 apontava 7,870% (7,930% no ajuste anterior), oDI janeiro/2023 marcava 9,090% (9,180% no ajuste anterior) eo DI janeiro/2025 caía a 9,620% (9,730% no ajuste anterior).

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