PUBLICIDADE
IPCA
0,64 Set.2020
Topo

Ibovespa recua quase 4% e zera ganhos no ano

28/05/2018 12h08

O Ibovespa começa a semana em forte queda e zera os ganhos acumulados no ano. O clima é de extrema aversão ao risco, em meio à preocupação quanto às novas medidas anunciadas pelo governo para encerrar a greve de caminhoneiros ? ações que, até o momento, não parecem ser suficientes para encerrar as paralisações.

Por volta do meio-dia, o Ibovespa declinava 3,60%, aos 76.061 pontos, após mínima de 76.016 pontos Com o desempenho do momento, o índice cede 0,62% no ano.

Petrobras PN (-9,80%) e Petrobras ON (-9,25%) registram baixas expressivas e lideram a ponta negativa do Ibovespa, em meio à percepção de que o governo está interferindo na política de preços e nas atividades da empresa. Além disso, pairam dúvidas quanto à capacidade e à forma de reembolso à estatal pela União, em função da adoção de reajustes mensais no diesel.

Ontem, o presidente Michel Temer anunciou a redução de R$ 0,46 por litro de óleo diesel por 60 dias, por meio da redução de impostos incidentes sobre o combustível. Passado esse período, os reajustes serão mensais ? a União pagará subsídio à Petrobras para compensar a não realização de ajustes diários.

Além disso, o governo publicou três MPs atendendo às reivindicações de caminhoneiros, entre elas, a suspensão da cobrança de pedágio para eixo suspenso em rodovias federais, estaduais e municipais. Apesar disso, as paralisações continuam a ser verificadas no país.

Nesse contexto, outros setores apresentam desempenhos amplamente negativos, caso das concessionárias de rodovias, como CCR ON (-5,19%) e Ecorodovias ON (-6,93%), e de varejistas, como Lojas Americanas PN (-4,94%), Lojas Renner ON (-3,55%) e Magazine Luiza ON (-6,93%).

"Hoje em dia, ninguém trabalha com estoque, é tudo just in time", diz Marco Tulli Siqueira, gestor de operações da Coinvalores.

Poucos papéis operam no campo positivo hoje, como Suzano ON (+1,31%) e Fibria ON (+0,08%) por serem vistas como ações defensivas, que se beneficiam da alta do dólar em relação ao real.