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Maia: Apoio do DEM ao PSDB paulista não ajuda aliança com Alckmin

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta sexta-feira (15) que o apoio anunciado ontem (14) de seu partido, o DEM, ao PSDB paulista não ajuda a aproximar os dois partidos em torno de uma aliança para a pré-candidatura do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin à Presidência da República.

"Foi uma decisão localizada, que não gerou nenhum tipo de obrigatoriedade porque não exigimos nada em troca", disse Maia, ao chegar para evento da Cámara Oficial Española de Comercio no Brasil, no Museu do Amanhã, no Rio.

Maia disse que o PSDB poderia ter feito um gesto ao DEM do Rio, onde sua legenda tem como pré-candidato a governador o ex-prefeito da capital Eduardo Paes, ou "em algum outro Estado" - o que não aconteceu. "O PSDB recebeu o apoio, é uma coisa isolada, não estamos cobrando nada, mas também não há gesto do PSDB em relação ao DEM. E também isso não unificaria o DEM", afirmou Maia.

Pré-candidato ao Planalto, mas com apenas 1% de intenção de votos em pesquisas, Rodrigo Maia disse que ainda espera crescer, embora tenha mantido conversas sobre o apoio do DEM e de outras siglas do centrão a Alckmin e ao pré-candidato do PDT, Ciro Gomes. Maia evitou dizer sua preferência e afirmou estar preocupado com a divisão do partido.

"Temos que estar mais preocupados é com a unificação do DEM. Até agora ,o único caminho que unifica o DEM é a minha candidatura. Não tenho motivo para mexer nela de forma alguma e se fosse hoje seria difícil tirar a candidatura. Porque caminhar com o Geraldo não unifica, caminhar pro outro lado [Ciro] não unifica; tem gente que quer o Bolsonaro. Tem que tomar muito cuidado porque talvez uma decisão dessa possa dividir o partido", disse.

O presidente da Câmara negou que esta divisão se reflita, por exemplo, na preferência do prefeito de Salvador, ACM Neto, pela candidatura Ciro Gomes, enquanto, ele, Maia, se inclinaria a Geraldo Alckmin.

"ACM tem mais propensão ao Rodrigo Maia. Pode ligar para ele para saber quem é o candidato dele", disse.

Questionado se sua candidatura é para valer, já que tem conversado com Ciro e Alckmin, Maia afirmou que "conversa com todo mundo", pois é "um democrata". "Converso com todo mundo. Não acho que só as minhas ideias devam prevalecer no debate político. Não sou autoritário. Quero conversar com todos. Aqueles que se assustam - por esperarem o apoio do DEM - quando a gente conversa com o Ciro, se o Fernando Haddad me chamar para conversar, vou conversar também", disse.

O deputado afirmou que "se tiver alguma mudança ela só vai acontecer no dia da convenção, no início de agosto", mas que até lá está mantida a sua pré-candidatura.

No meio político, os movimentos de Maia são entendidos como uma forma de se cacifar e negociar apoio à sua reeleição à presidência da Câmara, na próxima legislatura.

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