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Agronegócio

Quer fazer seu próprio vinho? Condomínio e hotel oferecem vinhedo e adega

Priscila Tieppo

Do UOL, em São Paulo

02/04/2014 06h00Atualizada em 14/07/2015 18h20

Não é mais preciso ser dono de vinícola para produzir vinhos no Brasil. Um condomínio e um hotel no Rio Grande do Sul oferecem vinhedo e adega para interessados em produzir sua própria bebida. É preciso, no entanto, desembolsar valores que chegam a R$ 710 mil por ano. 

O Terroir Vinhedos Exclusivos começou a ser construído em Garibaldi (RS), e a expectativa é que fique pronto até 2018. O condomínio residencial tem 58 lotes de 1.000 m², vendidos por R$ 450 mil cada.

O dono do terreno pode produzir espumante usando as uvas da plantação do empreendimento, e a estrutura da vinícola Cave Geisse, de Pinto Bandeira (RS), parceira do projeto e especializada nesse tipo de vinho.

Os interessados pagarão uma taxa anual de R$ 40 mil, que cobre manutenção e conservação dos vinhedos e da área comum. Com esse investimento, o morador poderá ter, por ano, 600 garrafas do seu próprio espumante, que podem ser estocadas em uma adega particular no condomínio.

Projeto é inspirado em casos de Portugal, Chile e Argentina

A plantação de uvas pinot noir e chardonnay ficará em uma área comum a todos os proprietários, e deve ocupar 4,5 hectares.

“O morador já vai entrar no condomínio produzindo seu vinho, pois as uvas estarão prontas para serem colhidas e vinificadas [transformadas na bebida]”, afirma Maurenio Stortti, diretor da M.Stortti, empresa que gerencia o projeto.

Segundo ele, desde o lançamento do Terroir, em março, 15 pessoas fizeram reserva para a compra de lotes. “Queremos chegar em agosto com até 30% dos lotes vendidos”, diz o diretor.

O projeto arquitetônico foi inspirado em condomínios de vinho existentes em Portugal, Chile e Argentina, segundo Stortti. “É um modelo de moradia que tem dado certo nesses países”, afirma.

Também está prevista a construção de um hotel com 25 quartos na área do empreendimento. Os condôminos poderão usar a área de lazer do hotel, mas não os quartos; já os hóspedes do hotel não terão direito à produção de vinhos próprios.

Hotel forma confraria para produção de vinhos

O Hotel Spa do Vinho, localizado em Bento Gonçalves (RS), começou no ano passado a buscar "sócios-investidores" que queiram se hospedar no hotel e produzir um merlot com as frutas colhidas em seu vinhedo. 

Os interessados precisam comprar uma "cota" anual; ela dá direito a quatro semanas de estadia no hotel, uma área no vinhedo de 1,5 hectare do hotel --com direito a uma placa com o nome do dono--, e 60 garrafas de vinho tinto por safra. O vinho é feito com uvas da variedade merlot pela vinícola Miolo, que é sócia do hotel.

Essa cota custa, no mínimo, R$ 350 mil por ano. “O valor varia de acordo com o tipo de quarto escolhido, simples ou de luxo, e a área de plantação. A cota mais cara chega a R$ 710 mil”, afirma Aldemir Dadalt, diretor do Spa do Vinho.

É preciso pagar também uma taxa mensal de condomínio de R$ 4.000.

O contrato envolve risco, já que os "sócios-investidores" participam tanto dos lucros como de eventuais prejuízos, considerando tanto o resultado operacional do hotel como os custos de manutenção do apartamento e do vinhedos. 

“O proprietário se torna um sócio do hotel e pode lucrar tanto com a venda do vinho como com o saldo positivo do hotel, que é dividido entre os investidores. Se tiver saldo negativo, também dividimos”, diz o diretor.

Segundo ele, o vinhedo será ampliado em dois hectares a cada ano e também irá abrigar uvas como a chardonnay, para a produção de espumantes.

 

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