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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Guedes tenta fechar acordo com Congresso para solução de precatórios

Bolsonaro, Arthur Lira, Paulo Guedes, auxílio brasil - Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Bolsonaro, Arthur Lira, Paulo Guedes, auxílio brasil Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

21/09/2021 09h56

O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai participar de uma reunião na manhã desta terça-feira (21) com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para tratar da solução para os precatórios, na residência oficial do Senado, em Brasília.

Com a resistência do Judiciário em desenhar um acordo, a solução que está sendo costurada pelo governo é por meio da PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

Fontes do ministério da economia afirmam que um ajuste na PEC dos precatórios que já está no Congresso está "em construção". A solução pode ser tirar as despesas dos precatórios do teto de gastos.

Guedes deixou, inclusive, de acompanhar o presidente Jair Bolsonaro em sua viagem a Nova York para se dedicar às negociações.

Na última semana, o governo anunciou o aumento do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga que qualquer despesa permanente tenha uma fonte de receita determinada. A ideia é usar parte da arrecadação com o aumento do IOF para bancar o novo Bolsa Família, que o governo rebatizou de Auxílio Brasil e que deve ser lançado oficialmente em novembro.

Apesar disso, sem resolver o impasse dos precatórios, que chegam a R$ 89 bilhões em 2022, o governo terá dificuldades para operacionalizar o programa.

Além da questão dos precatórios, Guedes aposta na reforma do IR (Imposto de Renda), que prevê a taxação de lucros e dividendos, para bancar o programa Auxílio Brasil em 2022. Na conversa desta terça-feira, o ministro da Economia deve reforçar a importância de a pauta - que está no Senado - avançar.

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