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Planalto vê Weintraub como 'maluco' com 'ego ferido' e que quer voto

18.jun.2020 - Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub - Reprodução/Facebook
18.jun.2020 - Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub Imagem: Reprodução/Facebook
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

19/01/2022 16h08

Os recentes ataques do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub ao presidente Jair Bolsonaro têm repercutido no entorno do presidente, mas, nas palavras de fontes do Planalto, trata-se do discurso de um "ex-aliado", "maluco" e com "ego ferido".

Fontes próximas ao presidente afirmam que o ex-ministro - que saiu do Brasil com problemas com a Justiça, mas com cargo no Banco Mundial - , quer fazer barulho e chamar a atenção já que pretende ser candidato ao governo de São Paulo em outubro.

Weintraub tem escolhido como mira o Centrão, criticando a aliança que garante sustentação ao governo Bolsonaro.

Não há um consenso no entorno do presidente se as falas de Weintraub podem causar repercussões negativas ao governo ou à campanha de Bolsonaro.

Enquanto alguns auxiliares afirmam que há motivo para apreensão e lembram episódios de ex-desafetos do presidente, como o general Santos Cruz e o ex-ministro Gustavo Bebbiano, outros minimizam as declarações de Weintraub e afirmam que a artilharia do ex-ministro não deve atacar diretamente o presidente e o seu passado no governo.

Auxiliares relatam que Bolsonaro "já se distanciou faz tempo de Weintraub" e que hoje é natural a aposta do presidente na candidatura do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, ao governo paulista.

A avaliação é de que, assim como Weintraub, o ex-chanceler Ernesto Araújo e o blogueiro Allan dos Santos, por exemplo, escolheram as críticas ao centrão para tentar abocanhar o eleitorado mais radical do presidente, já que todos mantêm uma agenda de costumes bastante similar ainda.