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Kassab é contra correligionário assumir liderança no governo Bolsonaro

UOL Entrevista com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD - Reprodução
UOL Entrevista com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD Imagem: Reprodução
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

e Luciana Amaral, do UOL, em Brasília

28/01/2022 07h00

Fundador e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab já avisou que é contrário ao convite feito pelo presidente Jair Bolsonaro para que Alexandre Silveira, presidente do PSD de Minas, aceite a liderança do governo no Senado.

Segundo apurou a coluna, Kassab gostaria de manter a "posição de independência" e não gostaria de ficar vinculado ao governo Bolsonaro já no início do ano.

Além disso, o ex-prefeito e ex-ministro no governo de Michel Temer, ainda não quer desistir completamente da pré-candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Isso também o faz evitar alianças precoces.

E a PEC para baixar preços?

Silveira deve assumir uma vaga no Senado nos primeiros dias de fevereiro, com a volta do recesso parlamentar. O senador Antonio Anastasia tomará posse no TCU (Tribunal de Contas da União) no dia 3 de fevereiro e Silveira, como seu atual suplente, assumirá a cadeira.

Mesmo com o imbróglio com o PSD a respeito da liderança, Silveira está diretamente envolvido com a elaboração da PEC que pretende baixar o preço dos combustíveis e da conta de luz. Há alguns meses tem mantido boa interlocução com ministros do governo Bolsonaro, o que o cacifou para assumir a liderança do governo.

No dia que confirmou o convite de Bolsonaro, Silveira teve a cautela de dizer que ainda aguardaria assumir o cargo de senador para tomar uma decisão.

A aposta mais alta hoje, no PSD e no governo, é de que Silveira abrirá mão da liderança, mas manterá a ideia da apresentar a PEC em nome do governo no Senado. No partido, a ideia de que ele abandone a legenda para subir em um palanque de Bolsonaro hoje é apontada como "muito remota".

Apesar disso, como a discussão sobre os preços dos combustíveis e da luz devem dominar o debate na volta do recesso, Silveira não quer desperdiçar o protagonismo e quer continuar na elaboração do texto, já que também tem pretensões políticas.

Aceno a Lula?

A versão de Kassab para manter a suposta candidatura de Pacheco à Presidência já é vista nos bastidores como um aceno de Kassab ao ex-presidente Lula, que tem tentado buscar aliança com o PSD.

Por enquanto, a estratégia de Kassab deve ser de manter o silêncio e aguardar uma decisão por parte de Silveira para se posicionar.

O ex-ministro testou positivo para covid recentemente, chegou a ser hospitalizado, mas já voltou às articulações políticas. Nos próximos dias o PSD deve se reunir para deliberar sobre a situação de Silveira e sobre os rumos do partido em outubro.