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Após eleição, dólar cai a R$ 3,766, menor valor em 2 meses; Bolsa sobe 4,6%

Do UOL, em São Paulo

08/10/2018 17h04Atualizada em 08/10/2018 18h08

O dólar comercial fechou esta segunda-feira (8) em queda de 2,35%, cotado a R$ 3,766 na venda, após o resultado do primeiro turno das eleições. É a segunda baixa seguida da moeda e o menor valor de fechamento desde 8 de agosto (R$ 3,7658).

O Ibovespa, principal índice da Bolsa Brasileira, fechou em alta de 4,57%, a 86.083,91 pontos, após duas quedas seguidas. É a maior alta percentual diária desde 17 de março de 2016 (+6,60%) e o maior nível de fechamento desde 16 de maio (86.536,97).

Mais cedo, a moeda norte-americana chegou a encostar em R$ 3,70, e o Ibovespa saltou mais de 6%, mas depois perderam parte do fôlego. Na sexta-feira (5), o dólar fechou em queda de 1%, cotado a R$ 3,857, e acumulando desvalorização de 4,46% na semana. A Bolsa caiu 0,76% na sexta, mas subiu 3,75% na semana passada.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior. Em São Paulo, por exemplo, o valor chegou a R$ 3,96, para compra em dinheiro, e R$ 4,16, no cartão pré-pago.

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Estatais disparam; Cemig salta com Novo

Entre os destaques da Bolsa no dia estão as ações de estatais: entre elas, Eletrobras (+18,31%), Petrobras (+11,02%) e Banco do Brasil (+9,68%).

A Cemig disparou 17,8% após o candidato do partido Novo passar para o segundo turno na disputa pelo governo de Minas Gerais. Romeu Zena é de perfil liberal e favorável à privatização da estatal elétrica. Pelo mesmo motivo, a companhia de saneamento mineira Copasa, que não está no Ibovespa, encerrou com salto de 15,6%.

Bradesco (+6,78%) e Itaú Unibanco (+5,95%) também fecharam em alta. A maior valorização da Bolsa ficou com as ações da Gol Linhas Aéreas (+18,71%). Por outro lado, os papéis da mineradora Vale (-0,77%) recuaram.

Disputa presidencial

O mercado foi influenciado pelo resultado das eleições, com o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) tendo uma votação expressiva no primeiro turno. Bolsonaro recebeu 46,03% dos votos válidos, enquanto o petista Fernando Haddad, que vai disputar com ele o segundo turno, ficou com 29,28% do total.

Investidores consideram que o candidato do PSL pode fazer um governo mais comprometido com o equilíbrio dos gastos públicos do que o petista.

Além disso, Bolsonaro conseguiu transformar seu partido, o até então nanico PSL, em uma potência parlamentar. O PSL conquistou a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados, atrás apenas do PT. Isso tornaria mais fácil para o presidente aprovar medidas no Congresso.

"Mesmo que ele não tenha conseguido vencer no primeiro turno, Jair Bolsonaro e seus aliados tiveram uma exibição muito forte no primeiro turno das eleições... Vários candidatos apoiados por Bolsonaro tanto nas eleições estaduais como no Congresso registraram votações muito fortes", escreveram estrategistas do BTG Pactual em relatório a clientes.

Para o diretor de operações da Mirae, Pablo Syper, o mercado deve continuar instável até o desfecho das eleições, com as pesquisas ainda causando oscilações no dólar e na Bolsa.

Atuação do BC

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7.700 swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 2,310 bilhões do total de US$ 8,027 bilhões que vence em novembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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