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Bolsa cai no dia, mas tem alta de 2,10% na semana; dólar sobe 1,81% hoje

A Bolsa cai no dia, mas sobe 2,10% na semana; dólar sobe 1,81% hoje - Getty Images via BBC
A Bolsa cai no dia, mas sobe 2,10% na semana; dólar sobe 1,81% hoje Imagem: Getty Images via BBC

Colaboração para o UOL*

09/04/2021 17h33

Em meio a um ambiente sem avanços nas negociações relacionadas ao Orçamento de 2021, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou em queda após dois dias seguidos de valorização. O índice caiu 0,54% aos 117.669,90 pontos, com mínima de 117.336,12 pontos e máxima de 118.643,03 pontos.

Na variação semanal, o indicador manteve a tendência de alta, presente desde o dia 29 de março, e subiu 2,10%.

As ações da SID Nacional (CSNA3.SA) lideraram os ganhos, com 4,84% de alta, a R$ 43,09. Na outra ponta, os papéis da Via Varejo (VVAR3.SA) caíram 3,48%, cotados a R$ 12,47.

Já o dólar fechou hoje em alta de 1,81% ante ao real, cotado a R$ 5,675. Essa é a maior alta diária em duas semanas, quando, em 24 de março, subiu 2,25%.

No entanto, na variação semanal, o dólar caiu 0,71%. De acordo com analistas do mercado, a indefinição sobre o Orçamento e a decisão do STF para a criação da CPI da Covid no Senado trouxeram mais dúvidas sobre o país.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

O que influenciou o mercado nesta sexta-feira

O dólar se manteve em alta nesta sexta-feira, seguindo o movimento externo enquanto operadores locais avaliavam impactos sobre a discussão orçamentária decorrentes da CPI da Covid a ser instalada pelo Senado por determinação do ministro do STF Luís Roberto Barroso.

A saga do Orçamento, que já preocupava o mercado, ganhou elemento novo com a determinação de Barroso, em decisão vista pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), como equivocada e que poderá atrapalhar os esforços de combate à doença.

"Não teria momento pior para isso (a instalação da CPI) acontecer", disse Roberto Motta, responsável pela mesa de derivativos da Genial Investimentos, numa referência ao que ele chamou de "novela infindável" do Orçamento.

"O poder de barganha do Senado aumentou com a chegada da CPI. Talvez a solução seja dar mais espaço para o centrão", completou o especialista, para quem o grupo de parlamentares quer diminuir a influência do ministro da Economia, Paulo Guedes, no governo. Guedes é visto como a "âncora fiscal" no governo Bolsonaro, ao passo que o centrão trabalha nos bastidores por mais gastos.

No exterior, o índice da moeda norte-americana subiu após quedas recentes. No começo do dia, o dólar ganhava praticamente ante todos os seus principais pares, em meio a um salto nos rendimentos dos Treasuries, cuja queda na véspera deprimiu a divisa dos EUA em todo o mundo, inclusive no Brasil.

"O real segue depreciado, refletindo tanto a incerteza do cenário político e fiscal local. (...) A imprevisibilidade de algumas políticas públicas e do compromisso fiscal em face dos desafios da pandemia, combinada ao cenário externo, tem pressionado o câmbio", disse o banco Safra.

* Com informações da Reuters

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