Conteúdo publicado há 3 meses

Dólar fica estável em R$ 4,902 após cessar-fogo em Gaza; Bolsa sobe

O dólar fechou o dia praticamente estável, com leve alta de 0,07%, cotado a R$ 4,902 na venda. Em novembro, porém, a moeda americana ainda acumula perdas de 2,77% frente ao real.

Já o Ibovespa subiu 0,33% e chegou aos 126.035,30 pontos — maior patamar do ano. No mês, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira já registra alta de 11,39%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, a referência é o dólar turismo, e o valor é bem mais alto.

O que aconteceu

Investidores ainda repercutem a ata do Banco Central americano. Divulgada ontem, a ata mostrou que os membros do Fed (Federal Reserve) concordaram que só será necessário aumentar os juros novamente se os próximos dados econômicos indicarem progresso insuficiente na redução da inflação. O mercado prevê para maio de 2024 o início do ciclo de cortes dos juros nos Estados Unidos.

Cessar-fogo entre Israel e Hamas contribui para estabilidade do dólar. Ambas as partes da guerra concordaram com uma pausa de quatro dias nos combates para permitir a libertação de 50 reféns mantidos em Gaza em troca de 150 palestinos presos em Israel. "A gente começa a ver um cenário de risco mais ameno ao redor do mundo", disse à Reuters Bernard Faust, sócio da One Investimentos.

Falas de presidente do BC brasileiro trouxeram otimismo. Ontem, em entrevista à TV Bloomberg, Roberto Campos Neto disse que há espaço para cortar a taxa Selic sem grandes consequências ao mercado de câmbio. "Cortes de juros de 50 pontos-base [0,50 ponto percentual] são o ritmo apropriado a seguir para os próximos dois encontros [do Copom]", afirmou.

Se não tivermos nada agressivo com relação à meta fiscal [no Brasil] para o ano que vem, também devemos ter um real um pouco mais resiliente, uma manutenção de capital aqui dentro.
Bernard Faust, sócio da One Investimentos

(*Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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