Dólar sobe a R$ 4,93 após surpresa com emprego nos EUA; Bolsa salta 0,86%

O dólar emendou hoje sua segunda alta seguida, esta de 0,42%, e fechou o dia vendido a R$ 4,93. Na semana, a moeda americana subiu 1%.

Já o Ibovespa saltou 0,86% e chegou aos 127.093,57 pontos. Desde segunda (4), porém, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) recuou 0,85%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, a referência é o dólar turismo, e o valor é bem mais alto.

O que aconteceu

Dados de emprego nos EUA surpreenderam positivamente. Cerca de 199 mil vagas foram criadas fora do setor agrícola em novembro, informou o Departamento de Trabalho americano — bem acima da expectativa de 180 mil, segundo pesquisa da Reuters. Já a taxa de desemprego caiu para 3,7%, mesmo com mais pessoas entrando no mercado.

Números devem influenciar a trajetória dos juros americanos. A expectativa é de que o Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) mantenha a taxa básica na faixa entre 5,25% e 5,5% na sua última reunião de política monetária, na semana que vem. Agora, o foco dos investidores é tentar determinar quando os juros começarão a baixar — e os dados de emprego devem embasar essa análise.

Juros mais altos nos EUA costumam beneficiar o dólar. Isso acontece porque, com juros elevados, os investidores redirecionam recursos para o mercado de renda fixa americano, considerado muito seguro. Por outro lado, sinais de que o Fed poderia começar a baixas as taxas em breve tendem a impulsionar moedas mais arriscadas, porém mais rentáveis, como o real.

Os dados [dos EUA] trouxeram um aumento na geração de emprego não-agrícola e, como consequência, uma ligeira redução da taxa de desemprego. Com um maior número de pessoas trabalhando, o consumo pode aumentar e, na esteira, pressionar o Fed pelo aumento ou pela manutenção da taxa de juros [por mais tempo].
Anderson Silva, head de renda variável e sócio da GT Capital

(*Com Reuters)

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