Brasil fecha 74,7 mil vagas de trabalho com carteira assinada em outubro

Do UOL, em São Paulo

  • Marcos Santos/USP Imagens

O Brasil perdeu 74.748 postos de trabalho com carteira assinada em outubro, no 19º mês seguido de fechamento de vagas. O número é maior do que o registrado em setembro (-39.282), mas menor do que o de outubro de 2015 (-169.131).

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (24).

O resultado considera o saldo de vagas, ou seja, o total de demissões (1.179.179) menos o de contratações (1.104.431) no período.

Com isso, o Brasil acumula perda de 751,8 mil vagas de trabalho em 2016. No acumulado dos 12 meses até outubro, foram 1,5 milhão de vagas cortadas.

São Paulo tem mais cortes

O Estado que mais perdeu vagas com carteira assinada foi São Paulo (-21.995), seguido pelo Rio de Janeiro (-20.563).

Apenas oito Estados tiveram mais vagas abertas que fechadas: Alagoas, Rio Grande do Sul, Sergipe, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Amapá e Tocantins.

Quatro das cinco regiões cortaram postos de trabalho:

  • Sudeste: -50.274 (-0,25%)
  • Centro-Oeste: -14.153 (-0,45%)
  • Nordeste: -7.315 (-0,11%)
  • Norte: -6.272 (-0,06%)

Apenas o Sul abriu vagas (3.266, ou +0,05%), impulsionado pelo comércio no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Apenas comércio abriu vagas

Considerando os setores da economia analisados, apenas o comércio abriu mais vagas do que fechou:

  • Comércio: +12.496 (+0,14%)
  • Extrativa mineral: -1.070 (-0,53%)
  • Serviços industriais de utilidade pública: -1.703 (-0,42%)
  • Administração pública: -2.568 (-0,28%)
  • Indústria de transformação: -5.562 (-0,07%)
  • Agropecuária: -12.508 (-0,77%)
  • Serviços: -30.316 (-0,18%)
  • Construção: -33.517 (-1,36%)

IBGE faz pesquisa diferente

Os dados divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho consideram apenas os empregos com carteira assinada.

Existem outros números sobre desemprego apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que são mais amplos, pois levam em conta todos os trabalhadores, com e sem carteira.

A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua mensal registrou que o Brasil tinha, em média, 12 milhões de desempregados no terceiro trimestre.

Número de vagas temporárias aumenta em 2016

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