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País cria 34.253 vagas com carteira e tem melhor maio desde 2014

Do UOL, em São Paulo

O Brasil criou 34.253 vagas com carteira assinada em maio deste ano, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira (20) pelo Ministério do Trabalho.

Este é o segundo mês seguido de abertura de vagas no país. Em abril, o país abriu 59.856 vagas com carteira assinada. O número de empregos abertos é o saldo, ou seja, o total de contratações menos o de demissões no período. 

Em maio, foram 1.242.433 contratações e 1.208.180 demissões, resultando na abertura de 34.253 vagas no mês. O resultado é o melhor para o mês desde 2014, quando houve a criação de 58.836 vagas. 

No acumulado do ano, houve crescimento de 48.543 postos de trabalho. Nos últimos doze meses, houve fechamento de 853.665 vagas com carteira. 

Total de trabalhadores com carteira

O total de trabalhadores com carteira assinada no Brasil foi de 38,4 milhões em maio. No mesmo mês de 2016, o número de empregados formais era de 39,2 milhões.

Agropecuária lidera contratações

Dos oito setores da economia pesquisados, quatro registraram saldo positivo, com o setor de agropecuária puxando as contratações, e quatro tiveram mais demissões. Confira o desempenho de cada um:

  • Comércio: -11.254 
  • Construção civil: -4.021 
  • Extrativa mineral: -510
  • Serviços industriais de utilidade pública: -387
  • Administração pública: +955
  • Indústria de transformação: +1.433 
  • Serviços: +1.989
  • Agropecuária: +46.049 

"Sinais de recuperação"

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, utilizou seu perfil no Twitter para afirmar que, "como o Brasil está saindo da pior recessão da história, atividade e emprego seguem abaixo dos níveis pré-crise".

O ministro escreveu ainda que "existem sinais de recuperação da agricultura, indústria, varejo e serviços, que marcam o início de uma trajetória de crescimento". "Como em todas as economias, as empresas levam algum tempo para voltarem a contratar novos trabalhadores e reduzir a taxa de desemprego", disse.

IBGE faz pesquisa diferente

Os dados divulgados nesta terça-feira pelo ministro do Trabalho consideram apenas os empregos com carteira assinada.

Existem outros números sobre desemprego apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que são mais amplos, pois levam em conta todos os trabalhadores, com e sem carteira.

A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua registrou que o Brasil tinha 14 milhões de desempregados no trimestre de fevereiro a abril.

(Com Reuters e Valor)

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