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Desemprego é de 12,2% e atinge 12,7 milhões de trabalhadores, diz IBGE

Do UOL, em São Paulo

30/11/2017 09h03

O desemprego no país foi de 12,2%, em média, no trimestre de agosto a outubro, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa caiu em relação ao trimestre anterior (12,8%), mas é maior que a registrada no mesmo trimestre do ano passado (11,8%). Também é o índice mais alto para o período desde o início da série histórica, em 2012.

Ainda segundo o IBGE, o número de desempregados no Brasil de agosto a outubro foi de 12,7 milhões de pessoas. Isso representa uma queda de 4,4% em relação ao trimestre anterior (menos 586 mil pessoas). Na comparação com o mesmo período de 2016, porém, são 698 mil pessoas a mais sem emprego, um aumento de 5,8%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.).

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Carteira assinada e informalidade

O número de trabalhadores com carteira assinada ficou estável comparado ao período anterior: 33,3 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo trimestre de 2016, houve queda de 2,2%, com 738 mil postos de trabalho com carteira assinada a menos.

No trimestre, houve aumento de 1,4% dos trabalhadores por conta própria (mais 326 mil pessoas), totalizando 23 milhões nessa categoria.

Já o total de trabalhadores sem carteira assinada subiu 2,4% (254 mil pessoas a mais) em relação ao trimestre anterior e 5,9% na comparação com o ano anterior (615 mil pessoas). Há 11 milhões de empregados sem carteira no país.

População ocupada

O número de pessoas com trabalho foi de 91,5 milhões entre agosto e outubro, aumento de 1% em relação ao trimestre anterior, ou 868 mil pessoas a mais. Em um ano, o total de trabalhadores subiu 1,8%.

Rendimento de R$ 2.127

O rendimento real (já descontada a inflação) do trabalhador ficou, em média, em R$ 2.127. O valor teve leve alta em relação ao período anterior (R$ 2.119), e também quando comparado com o mesmo período de 2.016 (R$ 2.076). O IBGE considera que houve estabilidade nas duas comparações.

Comparações

No trimestre de agosto a outubro de 2017, a taxa de desemprego foi de 12,2%:

  • no período de maio a julho de 2017, havia sido de 12,8%
  • no trimestre de julho a setembro de 2017, havia sido de 12,4%
  • no período de agosto a outubro de 2016, havia sido de 11,8%

O número de desempregados foi de 12,7 milhões:

  • no período de maio a julho de 2017, havia sido de 13,3 milhões
  • no trimestre de julho a setembro de 2017, havia sido de 12,9 milhões
  • no período de agosto a outubro de 2016, havia sido de 12 milhões

Metodologia da pesquisa

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. São pesquisadas 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios.

O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

(Com Reuters)

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