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Como escrever o 1º currículo? Veja o que fazer quando tem pouca experiência

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Ricardo Marchesan

Do UOL, em São Paulo

14/01/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Currículo deve ser conciso, direto e sem erros
  • Recrutadores gastam pouco tempo lendo cada um
  • Valorize pontos fortes e competências técnicas
  • Quem tem pouca experiência pode valorizar outras vivências e cursos

Um dos primeiros passos para quem está entrando no mercado de trabalho é preparar um bom currículo. Ele serve como o cartão de visitas do profissional, principalmente para o trabalhador jovem, que ainda tem poucos contatos e vivências.

Quais informações não podem ficar de fora? Como ele deve ser organizado? O que colocar como experiência se está começando? A gerente de Recrutamento da empresa de seleção Robert Half, Maria Eduarda Silveira, destacou os pontos principais para ajudar a elaborar o seu.

Não se esqueça

Antes de começar, lembre-se: recrutadores avaliam muitos currículos e não têm muito tempo para gastar com cada um. Por isso, é importante que ele seja conciso, claro e direto, e destaque suas principais experiências e características para chamar a atenção de quem está lendo.

Não há um jeito único de elaborar um currículo, mas há práticas mais recomendadas e pontos a serem evitados. Veja abaixo algumas recomendações.

Cabeçalho

O cabeçalho serve para colocar as informações de contato e dados pessoais. Nesta parte, não podem faltar nome completo, telefone e email.

"Parece básico, mas já peguei currículo que não tinha telefone, só email. E, às vezes, a gente tem certa urgência para contatar", afirmou a especialista.

Não esqueça de revisar para ter certeza de que não errou alguma letra ou número, e coloque o DDD, no caso do telefone.

Outros dados, como data de nascimento e estado civil, não são cruciais, mas não há problema em colocar.

Para Maria Eduarda, o endereço não é tão importante quanto os dados de contato, mas pode constar para mostrar ao recrutador a distância do local de trabalho.

Objetivo profissional

Muitos trabalhadores costumam colocar um breve texto na sequência do cabeçalho, indicando seus objetivos profissionais, como cargo ou área desejados.

Para Maria Eduarda, isso é opcional. Ela considera mais importante, quando lê um currículo, saber o perfil do profissional e as experiências que ele viveu. Questões ligadas aos objetivos profissionais podem ser tratadas pessoalmente, na etapa de entrevistas.

Ela também disse que indicar um cargo específico desejado pode reduzir as chances, já que pode parecer, aos olhos do selecionador, que o trabalhador não está aberto a oportunidades em outros postos ou áreas.

Resumo de qualificações

Como alternativa ao objetivo profissional, a especialista sugere incluir um campo com o resumo de qualificações.

É um relato breve, de quatro a cinco linhas no máximo, deixando claro qual é seu ponto forte, indicando as principais habilidades técnicas, conquistas ou experiências vividas.

Formação acadêmica

Na sequência, Maria Eduarda sugere colocar a formação acadêmica. Nesse campo, devem contar os cursos feitos, bem como a instituição onde estudou e a data em que se formou.

É mais importante aqui colocar os cursos de maior duração, como graduação e pós, ou que tenham relação direta com a vaga pretendida. Caso tenha feito muitos cursos rápidos ou menos relevantes, separe e deixe em outro campo, mais ao final do currículo.

Experiência profissional

O campo com as experiências profissionais pode ser incluído antes ou depois da formação acadêmica, mas a gerente de Recrutamento sugere colocar a formação antes, já que costuma ter menos informação e, portanto, é menor. O objetivo sempre é facilitar a leitura.

Destaque as experiências profissionais vividas, da mais recente à mais antiga, mas tomando cuidado para não ficar muito longo, com informações desnecessárias. Foque no que é principal.

Para quem está começando e tem pouca experiência, vale incluir estágios e trabalhos voluntários.

Se não tiver experiência nenhuma, a especialista sugere focar o currículo em cursos feitos, suas características, perfil profissional e, aí sim, falar de pretensões e objetivos.

Cursos complementares e idiomas

Na parte final, podem ser incluídos cursos extras e de menor duração.

Neste campo também cabe colocar os idiomas. Ela lembra, porém, que não basta incluir qual língua sabe. É preciso colocar o nível também —básico, intermediário, avançado ou fluente.

Que curso de idiomas você fez pode constar também, mas é menos relevante, segundo ela. A exceção é se tiver uma vivência fora do país, como em um intercâmbio, que é uma experiência muito relevante e pode aparecer, inclusive, mais acima no currículo, com mais destaque, se for o caso.

Maria Eduarda afirma que hobbies também podem ser válidos, caso tenha pouca experiência profissional, como forma de mostrar suas habilidades e interesses, mas ela alerta para ter bom senso e não expor além da conta sua vida pessoal.

Dicas adicionais:

  • Revise bem: erros podem custar muitos pontos aos olhos dos recrutadores. Por isso, releia e revise muitas vezes antes de enviar
  • Seja sincero: não minta. A chance de ser flagrado é alta, podendo levar à perda da vaga ou, no mínimo, a um grande constrangimento
  • Use tópicos: organizar as informações em tópicos pode ajudar a deixar o currículo mais claro e destacar o que é mais importante

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