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Prazo para investir em Previdência e pagar menos IR em 2015 acaba dia 30

Sophia Camargo

Do UOL, em São Paulo

Quem tem de declarar o Imposto de Renda em 2015 pode fazer um plano de previdência privada até o dia 30 de dezembro para reduzir o imposto ou aumentar a restituição no próximo ano. Apesar de o dia 31 cair numa quarta-feira, não haverá expediente bancário e a Febraban informa que todas as transações realizadas neste dia serão contabilizadas apenas no dia 2 de janeiro.

O investimento em previdência privada pode ajudar a reduzir a base de cálculo do imposto de renda em até 12% da renda bruta anual. Só poderá aproveitar o benefício, porém, o contribuinte que fizer a declaração pelo modelo completo, aquele no qual são discriminados todos os pagamentos e doações efetuados.

Apenas o plano do tipo PGBL possibilita a vantagem. Nos planos do tipo PGBL, o imposto incide sobre o montante da aplicação no momento do resgate.

Segundo afirma Antônio Teixeira Bacalhau, coordenador da consultoria de Imposto de Renda da IOB Sage, para ter direito de aproveitar o benefício, o contribuinte deve também ter feito contribuições à Previdência oficial (exceto o aposentado que não tenha outra fonte de renda e o menor de 16 anos).

"Outro aspecto pouco lembrado é que a dedução só pode ser feita sobre os rendimentos do trabalho ou aposentadoria. Se a pessoa viver de renda, como aluguéis ou ganho de capital, ela não poderá deduzir os 12% da renda tributável com previdência", diz.

Quem optar pelo modelo simplificado não terá vantagem tributária com a aplicação em previdência privada. Por esse modelo, o contribuinte tem desconto padrão de 20% da renda tributável, que engloba todas as deduções possíveis, com um limite estabelecido a cada ano. Em 2014, esse limite foi de R$ 15.197,02.

Quem tiver um plano de previdência do tipo VGBL também não pode usar a contribuição para diminuir o imposto devido em 2015. É que esse plano deve ser declarado como uma aplicação financeira. O Imposto de Renda, nessa modalidade, incide apenas sobre os rendimentos do plano, e não sobre a totalidade da aplicação, como no PGBL.

7 despesas que podem ser usadas para diminuir o IR
  • Rafael Hupsel/Folha Imagem
    1
    Contribuição à previdência
    As contribuições feitas à previdência oficial são integralmente dedutíveis. É possível deduzir também as contribuições feitas à previdência privada do tipo PGBL no limite de 12% da renda tributável Foto: Rafael Hupsel/Folha Imagem
  • Michael Regan/Getty Images
    2
    Doações
    As doações são isentas do Imposto de Renda. Algumas doações a fundos ligados a crianças e adolescentes, idosos, projetos culturais, audiovisuais, esportivos e a programas de auxílio a pessoas com câncer ou deficiência permitem à pessoa física deduzir até 8% do IR Foto: Michael Regan/Getty Images
  • Getty Images
    4
    Gastos com despesas médicas
    Os gastos com despesas médicas realizados até dia 31 podem ser deduzidos no IR 2015. A exceção são os tratamentos estéticos e gastos com remédios e vacinas que não constem da nota do hospital. Guarde, por 5 anos, todos os comprovantes de pagamentos como recibos, e também os canhotos de cheques ou extratos bancários comprovando as transações para o caso de cair na malha fina Foto: Getty Images
  • Danilo Verpa/Folhapress
    5
    Gastos com educação
    É possível deduzir gastos com educação infantil e ensino fundamental, médio, técnico, superior e especializações como pós-graduação, MBA, mestrado e doutorado, dentro do limite estabelecido pela Receita. Não é possível abater gastos com material, uniforme, transporte ou cursos de idiomas, por exemplo Foto: Danilo Verpa/Folhapress
  • Getty Images
    6
    INSS do empregado doméstico
    A contribuição patronal à Previdência Social paga pelo empregador doméstico pode ser deduzida do IR, no limite de apenas um empregado. Se o empregador tiver uma babá e uma doméstica, por exemplo, poderá deduzir apenas os pagamentos feitos a uma delas Foto: Getty Images
  • Shutterstock
    7
    Pagamento de pensão alimentícia
    Os pagamentos podem ser deduzidos do Imposto de Renda, mas apenas aqueles determinados em decisão judicial ou homologados em cartório. Os pagamentos feitos de livre e espontânea vontade não são dedutíveis Foto: Shutterstock
Fonte: Antônio Teixeira Bacalhau, coordenador da consultoria de Imposto de Renda da IOB Sage e Receita Federal

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