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Quer investir em bitcoin? Veja dicas e cuidados antes de começar

Danylo Martins

Colaboração para o UOL, em São Paulo

04/01/2018 04h00

A disparada do bitcoin nos últimos meses tem levado muitos brasileiros a considerar o investimento nas criptomoedas.

Será que vale a pena investir suas economias em bitcoins? Veja as dicas e os alertas dos especialistas.

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Entenda o mercado

O primeiro passo é entender como funciona o mercado das criptomoedas. Na prática, o bitcoin é um ativo gerado por sistema de computadores, afirma o professor de finanças Gustavo Cunha, sócio da empresa de planejamento financeiro FinLab.

"A característica principal é ser descentralizado. Ou seja, não há um governo que centralize e um Banco Central para regular", diz.

A tecnologia por trás da criptomoeda é o blockchain, um grande banco de dados que registra todas as transações feitas no mundo. Segundo especialistas, ele tem suporte de grandes redes de computadores e o ambiente criptografado garante a segurança do sistema.

Não aposte só na alta

O preço do bitcoin tem uma variação muito grande, o que significa que a moeda pode subir 10% hoje e cair 15% amanhã, por exemplo. Por isso, não é um investimento recomendado para quem não gosta de assumir muito risco, como acontece com as ações negociadas na Bolsa.

É um erro achar que a cotação sempre vai aumentar. Esse momento de alta criou uma espécie de 'oba oba', um efeito manada que torna arriscado investir. Melhor ter cautela.

Richard Rytenband, economista especialista em investimentos

Comece com pouco e avalie os riscos

Para os iniciantes, a recomendação é começar com pouco dinheiro. É possível comprar frações do bitcoin a partir de R$ 10. Além disso, é preciso saber quais os riscos do investimento. Por exemplo:

  • Não há regulação ou fiscalização desse mercado, como acontece com outros investimentos, que são fiscalizadas pelo Banco Central e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários);
  • Há possibilidade de roubo das carteiras com o dinheiro virtual e ataque de hackers;
  • O custo de transação pode ser mais alto que o de outros investimentos (há taxas que variam conforme as "exchanges", espécies de corretoras de bitcoins).

Onde comprar e como guardar?

É preciso buscar uma "exchange", instituição que negocia bitcoin para pessoas físicas. Elas são semelhantes às casas de câmbio. Além de vender, também guardam o dinheiro virtual.

No Brasil, há cerca de dez instituições desse tipo, sendo que três respondem pela maior parte das negociações: FoxBit, Mercado Bitcoin e Bitcointoyou. 

Os especialistas recomendam pesquisar bem sobre as corretoras antes de investir. Veja alguns pontos a considerar:

  • Desde quando a empresa opera no mercado?
  • Quem são os donos?
  • Qual é o histórico da empresa?

Quanto custa investir?

Veja quanto custa investir nas principais empresas que negociam bitcoin no país:

Mercado Bitcoin: 

  • Taxa fixa: R$ 2,90 mais 1,99% sobre o valor do depósito ou do saque;
  • Comissão: entre 0,3% e 0,7% para cada operação de compra e venda.

Foxbit: A corretora tem convênio com Caixa, Bradesco, Banco do Brasil e Banco Inter.

  • Taxa: 1,39% do valor (mais R$ 8,95 para bancos não conveniados) a cada saque;
  • Comissão: 0,25% a 0,50% para cada operação de compra e venda.

Bitcoin To You

  • Taxa fixa: R$ 2,99 para depósitos até R$ 159, e 1,89% para depósitos a partir de R$ 160;
  • Comissão: 0,25% a 0,60% para cada operação de compra e venda.

Por quanto tempo investir?

O tempo do investimento depende do perfil de cada pessoa e das condições de mercado, segundo os especialistas. "Hoje, o momento é de cautela, pois há muita volatilidade [variação], o que torna o risco altíssimo", afirma Rytenband.

Além disso, segundo ele, com o grande volume de operações, a rede está ficando congestionada. "Isso cria lentidão em todo processamento das transações e aumenta ainda mais o risco para quem opera no curto prazo", diz.

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