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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Inflação acelerada nos EUA faz mundo temer recessão e fugir de criptomoedas

Getty Images
Imagem: Getty Images
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Rafael Bevilacqua

13/06/2022 09h36

Esta é a versão online da edição de hoje da newsletter Por Dentro da Bolsa, que analisa os efeitos da aceleração da inflação nos Estados Unidos no mercado financeiro global. Para assinar este e outros boletins e recebê-los diretamente no seu email, cadastre-se aqui. Os assinantes UOL ainda têm direito a mais duas newsletters exclusivas sobre investimentos.

Após a divulgação, na última sexta-feira (10), da alta a 1% da inflação ao consumidor nos Estados Unidos em maio, os mercados globais foram tomados por uma onda de pessimismo que derrubou as principais Bolsas de Valores do planeta.

O dado veio muito acima das projeções e fez com que a inflação acumulada nos últimos 12 meses chegasse a 8,6% —a maior desde 1981. Os principais responsáveis pela disparada da inflação no período foram a gasolina, que subiu 4,1% no mês, e os alimentos.

Para efeito de comparação, a inflação no Brasil avançou 0,47% em maio —menos da metade da alta nos EUA. Aqui, começam a ser sentidos os efeitos da alta dos juros que vem sendo conduzida pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central desde março de 2021.

Nos Estados Unidos, por outro lado, a alta nos juros teve início apenas um ano depois, em março deste ano, e as duas elevações dos juros anunciadas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) até o momento ainda não tiveram tempo para surtir efeito.

Com a inflação em alta na maior economia do planeta, e após um primeiro trimestre de atividade econômica fraca nos EUA, os investidores adotam uma postura cada vez mais cautelosa com relação à trajetória dos juros no país.

Na quarta-feira (15), o Federal Open Market Committee (Fomc, comitê de política monetária dos EUA) definirá a taxa básica de juros no país, com expectativa por uma elevação de 0,5 ponto percentual, levando a taxa Fed Funds para o patamar entre 1,25% e 1,5% ao ano.

Pode parecer pouco, mas essa taxa se encontrava entre zero e 0,25% ao ano até março, e o mercado já projeta que os juros devem encerrar 2022 acima de 3% ao ano nos EUA —patamar considerado acima do neutro.

Com juros em alta e atividade econômica desacelerando, crescem os temores de uma possível recessão nos EUA, o que resulta em uma fuga de capital dos investimentos mais arriscados, como ações e criptomoedas, em direção a ativos mais defensivos, como títulos de renda fixa.

Nesse cenário, o índice S&P 500, um dos mais importantes das Bolsas de Valores norte-americanas, fechou em queda de 2,91% na sexta-feira e opera em terreno negativo no pregão de hoje. O Índice Nasdaq, que reúne as principais empresas de tecnologia listadas nos EUA, fechou em queda de 3,52% no último pregão.

O bitcoin, principal criptomoeda do mercado, recua 13,75%, cotado a US$ 23.702, muito abaixo do recorde histórico de US$ 69 mil atingido em 2021. O ethereum, segundo maior criptoativo do mercado, despenca 19,4%, cotado a US$ 1.184,38.

Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes UOL, que possuem acesso integral ao conteúdo de UOL Investimentos): informações sobre a privatização da Eletrobras.

Um abraço,

Rafael Bevilacqua
Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante

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