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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Primeira metade do ano termina hoje com queda nas Bolsas globais

Getty Images
Imagem: Getty Images

Rafael Bevilacqua

30/06/2022 09h38

Esta é a versão online da edição de hoje da newsletter Por Dentro da Bolsa, que mostra por que as Bolsas globais hoje devem encerrar a primeira metade do ano em queda. Para assinar este e outros boletins e recebê-los diretamente no seu email, cadastre-se aqui. Os assinantes UOL ainda têm direito a mais duas newsletters exclusivas sobre investimentos.

O primeiro semestre de 2022 termina nesta quinta-feira (30), e foi um período marcado por fortes perdas nas principais Bolsas de Valores do planeta. Após a gradual recuperação dos mercados ao longo de 2021, impulsionada pelos juros baixos nas maiores economias do planeta e pelo excesso de liquidez global, o cenário foi pouco a pouco se deteriorando ao longo dos primeiros meses deste ano.

Em primeiro lugar, a invasão russa à Ucrânia criou uma crise geopolítica de proporções globais, com a imposição de duras sanções à economia russa por países ocidentais, gerando um profundo desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado de commodities energéticas, como petróleo e gás natural.

Além disso, o descasamento entre oferta e demanda de bens manufaturados em decorrência da pandemia do coronavírus contribuiu para a alta dos preços em todo o planeta.

Com a alta generalizada da inflação, os principais bancos centrais do planeta, dentre as quais merecem destaque os membros e o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), se viram forçados a abandonar o discurso de "inflação transitória" que vinham adotando desde os primeiros sinais de alta dos preços.

Assim, os Estados Unidos deram início a um novo ciclo de alta dos juros, visando recuperar a estabilidade dos preços no país.
Diante da deterioração do cenário macroeconômico, o índice S&P 500, tido como o principal índice de ações dos EUA, acumula perdas de cerca de 19% desde o início deste ano.

Na zona do euro, a alta dos juros deve começar na próxima reunião do Banco Central Europeu (BCE), prevista para julho. As autoridades monetárias do continente apostam na desaceleração da inflação ao longo do segundo semestre, mas avaliam que será necessário agir para alcançar a meta em 2023.

O Euro Stoxx 600, principal índice de ações europeu, já recuou 17% nos últimos seis meses.

Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes UOL, que possuem acesso integral ao conteúdo de UOL Investimentos): informações sobre os resultados da Oi no primeiro trimestre.

Um abraço,

Rafael Bevilacqua
Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante

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