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Quem é a Oceânica Engenharia, que quer entrar na Bolsa e deve R$ 1 bilhão

Fundada em 1978 pelo mergulhador Alfredo José Califfa no Rio de Janeiro, a Oceânica Engenharia e Consultoria quer abrir capital na Bolsa. A empresa presta serviços e desenvolve produtos para a indústria de energia offshore, principalmente para a Petrobras, mas teve prejuízo no ano passado e deve mais de R$ 1 bilhão. Ela pode ser a primeira empresa a fazer um IPO na B3, a Bolsa de Valores brasileira, em dois anos, desde que o aumento dos juros afastou investidores de investimentos mais arriscados.

Quem é a Oceânica Engenharia

Califfa é hoje o único acionista da empresa. A companhia se dedica à manutenção de ativos de exploração marítima de petróleo, como embarcações, plataformas e outros em águas rasas ou profundas.

Hoje, ela tem 13 embarcações e mais de 1.700 funcionários. Ela tem centros de treinamento e filiais em Rio da Ostras, Maricá, Macaé e Niterói.

A Petrobras é sua maior cliente. A estatal representou 95% da receita da empresa nos nove primeiros meses de 2023. Em 2020, essa participação era de 98%. Começou atendendo hidrelétricas e instalações portuárias, mas se concentra no setor de óleo e gás desde 1985.

A Oceânica divulga resultados trimestrais desde 2021. Sua receita líquida foi de R$ 233,7 milhões entre julho, agosto e setembro do ano passado, 8,8% maior que no mesmo período de 2022. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (ebitda) chegou a R$ 81,5 milhões, com crescimento de 21,6%.

A companhia, entretanto, teve prejuízo líquido de R$ 2 milhões no terceiro trimestre. O total foi R$ 14,7 milhões menor que o valor registrado no mesmo período de 2022 (lucro líquido de R$ 12,8 milhões). "No acumulado do ano, o lucro líquido foi de R$ 19 milhões, contra um lucro de R$ 10,1 milhões do mesmo período do ano anterior", diz o relatório da companhia.

Mergulhador da Oceânica Engenharia
Mergulhador da Oceânica Engenharia Imagem: Divulgação

A empresa tem uma dívida total de R$ 1,049 bilhão, um total que cresceu 85% em relação ao mesmo período de 2022. "O aumento de R$ 424,6 milhões do saldo do imobilizado no terceiro trimestre de 2023 na comparação com terceiro trimestre de 2022 deve-se, principalmente, pela aquisição de embarcações, máquinas e equipamentos para os novos projetos, tanto que iniciaram em 2022 quanto em 2023", publicou a companhia.

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Como deve ser o IPO

Ainda não há data para o IPO (sigla em inglês para oferta primária de ações). No fato relevante, a Oceânica Engenharia diz ter contratado o BTG Pactual, o Itaú BBA, o UBS Brasil, o Bradesco BBI, o Santander e a ABC Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários para atuar como coordenadores da oferta, juntamente com outros prestadores de serviços.

O plano da Oceânica é fazer uma oferta primária e secundária. Ou seja, emitir novas ações e vender parte dos papéis dos atuais acionistas. Deve ser a primeira oferta inicial de ações em mais de dois anos: o último IPO na B3 foi o do Nubank, em dezembro de 2021, que também fez uma listagem na Nyse, a bolsa de Nova York.

O valor da oferta primária de ações deve ser de R$ 1 bilhão, segundo informações publicadas na imprensa. A empresa, porém, divulgou em fato relevante publicado nesta quinta-feira (18) que "o montante da potencial oferta ainda não foi estimado, sendo que eventuais recursos líquidos provenientes seriam utilizados para a aquisição e customização de embarcações".

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