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Argentina dará indicadores no primeiro semestre 2016, mas inflação fica de fora

Buenos Aires, 14 Jan 2016 (AFP) - A Argentina voltará a publicar indicadores oficiais, entre eles o Produto Interno Bruto (PIB), nos primeiros 180 dias de 2016, mas as taxas de inflação e pobreza podem demorar mais, informou o instituto nacional de estatísticas (Indec).

A diretora do Indec, Graciela Bevacqua, disse que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) poderá demorar oito meses, mas garantiu que se está trabalhando para que ele seja apresentado antes.

Acompanhada do titular do organismo, Jorge Todesca, ela especificou que o objetivo é que as primeiras estatísticas "estejam prontas dentro dos primeiros 180 dias".

Ambos os funcionários pediram paciência enquanto seguem os trabalhos de "reconstrução de uma entidade que se encontrava desmantelado" e que o presidente Mauricio Macri declarou em "emergência" a fim de voltar a recuperar metodologias para torná-lo confiável.

A diretora afirmou que em fevereiro serão apresentados os "índices de Comércio Exterior, aos quais foram dados prioridade porque é o de mais fácil reconstrução".

A previsão é de que em março se conheçam os valores da Cesta Básica e que até maio poderia haver uma estatística do PIB.

A funcionária informou que o governo entrou em contato com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para anunciar a suspensão da difusão de indicadores em dezembro passado. Ela limitou-se a dizer que a reação do FMI "foi boa", sem dar mais detalhes.

Bevacqua foi diretora do Índice de Preços ao Consumidor antes de ser afastada em 2007, durante o primeiro governo da ex-presidente Cristina Kirchner (2007/2015), em meio à remoção de vários funcionários de ampla trajetória no instituto estatístico, cujas medições caíram em descrédito desde então.

A normalização do Indec foi uma das promessas de campanha de Macri, que assumiu um governo de direito no dia 10 de dezembro e nomeou Jorge Todesca como diretor do organismo.

O FMI aprovou em 2013 uma moção de censura aos dados oficiais fornecidos pela Argentina, diante da enorme diferença entre os indicadores governamentais e as estatísticas de entidades privadas.

Desde janeiro de 2014 o Indec começou a divulgar o índice de inflação a partir de uma nova metodologia consensualizada com o FMI.

Alfonso Prat-Gay, ministro da Fazenda e Finanças da nova administração, deu na terça-feira os primeiros números em relação a 2015, situando a inflação em cerca de 30% e o déficit fiscal em aproximadamente 6%.

O chefe da pasta econômica estimou que a inflação para 2016 ficará entre 20 e 25% e que o objetivo é que ela seja de 5% em 2019, quando termina o mandato de Macri.

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