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Primeiros destroços do avião da EgyptAir encontrados no Mediterrâneo

Cairo, 20 Mai 2016 (AFP) - Os primeiros destroços do avião da Egyptair que viajava de Paris ao Cairo e que caiu por causas ainda desconhecidas foram recuperados nesta sexta-feira no Mediterrâneo, perto da costa egípcia.

A hipótese de um atentado ganhou força para as autoridades egípcias e os especialistas por conta da ausência de mensagens de auxílio por parte da tripulação antes da queda repentina da aeronave.

Mais de 36 horas depois da tragédia, "aviões e navios das Forças Armadas encontraram objetos pessoais dos passageiros e destroços da aeronave 290 quilômetros ao norte de Alexandria", afirma o exército egípcio em um comunicado.

"A busca continua, estamos retirando da água tudo o que encontramos", completa a nota oficial.

O ministro da Defesa da Grécia, Panos Kammenos, afirmou que os primeiros elementos encontrados correspondiam a "um membro humano, dois assentos e uma ou várias malas".

Graças aos elementos, as autoridades esperam compreender o que aconteceu com o voo MS804, que desapareceu de modo repentino dos radares quando sobrevoava, sem problemas aparentes, o Mediterrâneo oriental.

O avião caiu no mar na noite de quarta-feira entre as ilhas do sul da Grécia e a costa mediterrânea do Egito com 66 pessoas a bordo.

De acordo com a companhia aérea havia 30 passageiros egípcios, 15 franceses, um britânico, um canadense, um belga, um português, um argelino, um sudanês, um chadiano, dois iraquianos, um saudita e um kuwaitiano. O governo do Canadá informou que dois cidadãos do país estavam a bordo.

"Todas as hipóteses estão sendo examinadas, sem privilegiar umas sobre outras, porque não temos a mínima indicação sobre as causas", afirmou nesta sexta-feira o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault.

As famílias das vítimas se reuniram nesta sexta-feira com funcionários da Egyptair, que confirmaram as últimas informações, segundo a empresa.

O ministro francês anunciou que se reunirá no sábado com parentes das vítimas em Paris para "oferecer o máximo de informações com a maior transparência".

Especialistas no CairoO desaparecimento do Airbus não foi reivindicado por nenhum grupo ativo na região, como por exemplo o braço egípcio da organização Estado Islâmico (EI), que reivindicou rapidamente a explosão de uma bomba em pleno voo de um avião com turistas russos em 31 de outubro, quando sobrevoava o Sinai. O atentado matou as 224 pessoas a bordo.

A França anunciou o envio de três investigadores e um conselheiro técnico da Airbus ao Cairo para participar nas buscas.

O Ministério Público de Paris abriu uma investigação porque o voo decolou da França e transportava franceses.

Tanto para os especialistas como para o governo egípcio uma explosão parece o cenário mais plausível, como no caso do avião com os turistas russos, que literalmente se desintegrou no ar na mesma altitude que a aeronave da EgyptAir.

No caso do avião russo, o piloto não teve tempo para enviar nenhuma mensagem.

Novo desafio para o EgitoO avião decolou do aeroporto Charles de Gaulle de Paris pouco depois das 23h00 (hora do Egito, 18h00 de Brasília) de quarta-feira e tinha previsão de pouso no Cairo na quinta-feira às 03h05 (22h05 de Brasília, quarta-feira).

A aviação civil grega indicou que a aeronave desapareceu de seus radares às 2h29 (Egito, 21h29 de Brasília), quando já estava no espaço aéreo egípcio.

O desaparecimento do Airbus acontece em um momento difícil para o Egito, que enfrenta problemas de segurança e em sua economia.

O atentado de 31 de outubro do ano passado provocou uma forte queda no turismo, um setor chave para a economia do país. O Egito enfrenta ainda uma ofensiva do grupo extremista Estado Islâmico (EI), principalmente contra as forças de segurança.

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