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Total e Petrobras consolidam aliança estratégica

Rio de Janeiro, 25 Out 2016 (AFP) - A Petrobras e a francesa Total firmaram, nesta segunda-feira (24), no Rio de Janeiro, um acordo para "consolidar sua aliança estratégica", um voto de confiança no potencial energético e econômico do Brasil, que prepara medidas drásticas para sair da crise.

"Trata-se de um novo tipo de acordo, porque a ideia é chegar a crescer junto com a Petrobras no Brasil, não apenas na exploração e produção, mas também no gás e na eletricidade, onde a Total também busca se desenvolver", disse à AFP o CEO do grupo francês, Patrick Pouyanné.

"A partir desse memorando, as empresas se comprometem a avaliar de maneira conjunta oportunidades no Brasil e no exterior em áreas-chave de mútuo interesse, beneficiando-se de suas reconhecidas experiências em todos os segmentos da cadeia de petróleo e gás", declarou a Petrobras em um comunicado.

O acordo foi firmado nesta segunda à tarde, no Rio, por Pouyanné e o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

Pouco antes, Pouyanné se reuniu com o presidente Michel Temer, que havia garantido que, em um discurso mais cedo, "depois de uma recessão muito aguda" seu governo está tomando medidas. Entre elas, um severo ajuste fiscal para "criar um ambiente muito favorável aos negócios".

A mensagem foi bem recebida pelo CEO da Total.

"O Brasil viveu dois anos um pouco delicados, devido ao preço do petróleo e também por razões internas, mas há uma nova dinâmica de querer se abrir aos interesses privados e internacionais", apontou.

"Sabemos que o futuro não é um mar de rosas", comentou o presidente-executivo da Total.

"O preço do petróleo caiu de US$ 100 a US$ 50, a economia do Brasil teve o maior crescimento há 4, 5 anos, e hoje tem muitas dificuldades. Os fundamentos são: há petróleo e há gás no Brasil, é um grande mercado. O mundo precisa de petróleo e, para tê-lo, deve-se investir", argumentou.

"Esse acordo se insere em um momento importante de reativação do nosso setor no Brasil", acrescentou Parente, presidente da Petrobras desde maio.

O acordo com a Total representa parte dessa estratégia de buscar sócios para promover a exploração de petróleo.

"O novo presidente da Petrobras pôs em marcha uma nova estratégia que dá lugar a associações com os principais grupos internacionais. Como isso corresponde ao que nós também buscamos, conseguimos nos encontrar", descreveu Pouyanné, que prevê os primeiros anúncios concretos para "antes do fim do ano".

"Essa não é uma operação estritamente transacional. Trata-se de uma associação, por meio da qual compartilhamos o risco e reduzimos os custos, sem contar o intercâmbio tecnológico", insistiu Parente.

Em relação à exploração e à produção, a Petrobras se compromete a "oferecer alianças em projetos no Brasil", enquanto a Total fará o mesmo com projetos no exterior.

No segmento de gás e energia, ambas as empresas vão desenvolver atividades conjuntas no território brasileiro.

Uma segunda etapa do acordo prevê que se estenda a cooperação a todos os segmentos da área de refino e de gás natural.

As duas empresas já são aliadas em 15 consórcios de exploração e produção, nove deles no Brasil e seis em outros países. Aqui, são sócios no campo de pré-sal de Libra, com reservas estimadas entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de cru recuperáveis.

Fora do Brasil, são sócias no campo de Chinook, no Golfo do México; no de águas profundas Akpo, na Nigéria; e nos campos de gás San Alberto e San Antonio/Itau, na Bolívia, assim como no gasoduto Bolívia-Brasil.

lg/pal/mel/dg/tt/lr

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