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Catástrofes naturais foram mais caras e menos fatais em 2016

Frankfurt am Main, 4 Jan 2017 (AFP) - Os desastres naturais provocaram em 2016 mais danos que nos três anos anteriores, mas foram muito menos fatais, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela resseguradora alemã Munich Re.

No ano passado, os desastres naturais provocaram danos no valor de 175 bilhões de dólares, um nível que não havia sido alcançado desde 2012, quando o valor dos danos chegou a 180 bilhões de dólares, disse o estudo, considerado uma referência no setor.

O custo global é superior à média dos dez últimos anos, durante os quais as catástrofes naturais provocaram uma média de 154 bilhões de dólares de danos.

Dos 175 bilhões de dólares de 2016, apenas 50 bilhões estavam assegurados, segundo o estudo.

"Depois de três anos relativamente tranquilos em matéria de catástrofes naturais, os números de 2016 representam um retorno à média", disse em um comunicado Torsten Jerrowek, membro da direção da Munich Re.

Por outro lado, as catástrofes naturais deixaram 8.700 mortos no ano recém-terminado, comparado com os 25.400 mortos em 2015, fazendo de 2016 o segundo ano menos mortífero desde 1986, atrás de 2014 e suas 8.050 mortes por desastres naturais.

No total, foram registrados 750 fenômenos climáticos ou geológicos extremos em 2016, muito mais que os 590 casos constatados em média nos últimos dez anos.

A Munich Re destaca que duas catástrofes - vários terremotos no Japão em abril e uma onda de inundações na China em junho e julho - foram as mais caras, provocando respectivamente 31 bilhões e 20 bilhões de dólares em danos.

O estudo também registra 160 catástrofes na América do Norte, incluindo o furacão Matthew, em outubro, que deixou 550 vítimas no Haiti e provocou 10,2 bilhões de dólares em danos em sua passagem.

No Canadá, os incêndios das florestas em Alberta, em maio, provocaram cerca de 4 bilhões de dólares em danos, enquanto os danos causados pelas inundações de agosto no sul dos Estados Unidos custaram 10 bilhões de dólares.

Na Europa, uma série de tempestades no final de maio e início de junho, principalmente na França e na Alemanha, com inundações e cheias de rios comportaram perdas no valor de 6 bilhões de dólares.

"O estudo das catástrofes relacionadas ao clima em 2016 demonstra os efeitos potenciais de uma mudança climática não controlada", indica no comunicado Peter Hoppe, responsável de pesquisas da Munich Re.

"Evidentemente, os fenômenos encarados de maneira isolada não podem ser atribuídos diretamente às mudanças climáticas. Mas há muitos sinais que indicam que as mudanças climáticas tornam mais provável a aparição de alguns fenômenos, como sistemas climáticos permanentes ou tempestades que levem chuvas e granizo torrenciais a algumas regiões", acrescenta.

bt/esp/ggy/ra.jvb.pc/jz/ma

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