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China aumentou em 60% investimentos externos em energias limpas em 2016

Paris, 6 Jan 2017 (AFP) - A China, o maior investidor mundial em energias renováveis, aumentou em 60% seus investimentos em energias limpas no exterior em 2016, a 32 bilhões de dólares, informou nesta sexta-feira um relatório do Institute for Energy Economics and Financial Analysis (IEEFA).

O maior investimento externo da China foi a compra no Brasil, por 13 bilhões de dólares, de 24% da CPFL Energia, uma empresa de distribuição elétrica.

"A China não só aumenta seus investimentos domésticos em energias de baixo carbono a um ritmo impressionante como também acelera sua expansão internacional", destacou em comunicado Tim Buckley, um dos autores do relatório, que considera os projetos que superam um milhão de dólares, incluindo as centrais hidrelétricas.

O aumento dos investimentos em 2016 faz parte do plano quinquenal chinês (2016-2020), que prevê 341 bilhões de euros de investimentos em energias renováveis, segundo dados publicados nesta semana por Pequim.

Além do Brasil, a China também investiu na Austrália, no Chile, no Paquistão, na Indonésia, na Alemanha, no Egito e no Vietnã.

Os projetos vão da produção de lítio (compra de ações de SQM, o principal produtor chileno), utilizado nas baterias de carros elétricos, até a fabricação de células solares (Vietnã) e módulos fotovoltaicos (Alemanha), passando por projetos hidrelétricos.

"O ritmo e o crescimento dos investimentos chineses ilustram de maneira tangível a posição dominante que agora ocupa o país em toda a filial industrial das energias limpas", explica Buckley.

Os Estados Unidos, país que é o segundo investidor em renováveis em nível mundial, "já está perdendo terreno em relação à China", afirma o especialista.

Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da Bloomberg New Energy Finance, a China investiu em 2015 cerca de 100 bilhões de dólares em energias renováveis em seu território, duas vezes e meio a mais do que nos Estados Unidos.

Apesar desses investimentos recorde em energia hidrelétrica, eólica, solar e geotérmica, a produção energética chinesa continua, sobretudo, dependente do carvão.

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