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Economia britânica resiste ao ano do Brexit

Londres, 26 Jan 2017 (AFP) - A economia britânica cresceu 0,6% no último trimestre de 2016 e fechou o ano do Brexit com um aumento total do Produto Interno Bruto de 2%, segundo dados oficiais difundidos nesta quinta-feira.

"Estima-se que o PIB tenha aumentado 0,6% no quarto trimestre de 2016, a mesma taxa de crescimento que nos dois trimestres anteriores", disse em um comunicado o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, em inglês).

Apesar disso, o desempenho da economia britânica foi dois décimos inferior ao do ano anterior, 2015.

A atividade econômica do último quarto de 2016 esteve marcada pelo consumo dos lares, disse a ONS.

A economia não se ressentiu enormemente da decisão dos britânicos de sair da União Europeia, tomada no referendo de 23 de junho, embora a forte depreciação da libra pressagie um 2017 mais difícil.

Além disso, a notificação formal da saída - em março, no mais tardar, segundo a promessa da primeira-ministra britânica, Theresa May - pode gerar outros problemas.

"O processo de início das discussões formais sobre os termos da vida fora da UE se aproxima e isso representa uma grande ameaça à economia britânica", disse David Cheetham, analista de mercados da empresa financeira XTB.

"Todos os principais setores da economia cresceram no ano passado, o que demonstra sua resistência", comemorou o ministro das Finanças, Philip Hammond.

No contexto europeu, o crescimento britânico foi superior ao da Alemanha (1,9%) ou o da França (1,2%), e inferior ao que as autoridades preveem na Espanha (3,2%).

"É difícil não interpretar estas cifras como uma boa notícia a mais", afirmou Ben Brettell, economista da sociedade financeira Hargreaves Lansdown.

A economia britânica não se ressentiu tanto da decisão da população de abandonar a União Europeia, tomada em referendo no dia 23 de junho passado, mas a forte desvalorização da libra faz pressagiar um 2017 mais difícil.

"Os fundamentos para os consumidores começam a se deteriorar, a inflação prejudicará seu poder aquisitivo", afirmou Howard Archer, economista do IHS.

Além disso, a notificação formal da saída - em março, no mais tardar, segundo a promessa da primeira-ministra Theresa May - poderá trazer outros problemas.

"O processo do início das discussões formais sobre os termos da vida fora da UE se aproxima e isso supõe uma ameaça maior à economia britânica", disse David Cheetham, analista de mercados da empresa financeira XTB.

A tendência das empresas em continuar investindo no país será um elemento crucial, em um contexto tão incerto como as complexas e gigantescas negociações que Londres e seus sócios europeus esperam, e que podem durar anos.

O governo britânico publicou nesta quinta um projeto de lei para iniciar a saída da União Europeia. Esse projeto permitirá à primeira-ministra conservadora receber a permissão do Parlamento para ativar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, ponto de partida de dois anos de negociações para deixar o bloco.

"O povo britânico tomou a decisão de abandonar a UE" no referendo de 23 de junho, "razão pela qual apresentamos hoje um projeto de lei ao Parlamento que nos permitirá ativar formalmente o Artigo 50 no fim de março", anunciou o ministro encarregado do Brexit, David Davis, em um comunicado.

bcp-al/pc/cn

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