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Ex-diretor da Audi acusado nos EUA é detido na Alemanha pelo "Dieselgate"

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Berlim, 7 Jul 2017 (AFP) - Um ex-diretor da Audi, filial da Volkswagen, foi detido na Alemanha, algo inédito no âmbito do escândalo dos motores a diesel manipulados, informou nesta sexta-feira o Ministério Público de Munique.

O anúncio acontece poucas horas depois da notificação de uma acusação das autoridades americanas.

"Na segunda-feira, um indiciado foi detido, se apresentou ao juiz e na terça-feira foi emitida uma ordem de prisão. O acusado se encontra desde então em prisão provisória", afirmou o porta-voz da Promotoria, confirmando uma informação da revista Der Spiegel, sem citar nomes.

De acordo com a publicação alemã, o executivo preso é Giovanni P., que foi diretor de desenvolvimento dos motores a diesel na Audi, a marca de luxo da Volkswagen.

Esta mesma pessoa, apresentada nos Estados Unidos como Giovanni Pamio, um italiano de 60 anos, foi acusada pelas autoridades americanas de ter desempenhado um papel na "conspiração" que pretendia enganar as autoridades sobre o nível real das emissões de poluentes de carros da Audi, afirmou o Departamento de Justiça.

No fim de 2015, a Volkswagen reconheceu que 11 milhões de veículos como motores a diesel - 600.000 nos Estados Unidos -, estavam equipados com um dispositivo que adulterava o resultado dos testes de poluição ao dissimular as emissões, que em alguns casos tinham níveis até 40 vezes superiores aos autorizados.

O grupo encerrou as investigações americanas em troca do pagamento de uma multa de 2,8 bilhões de dólares.

jum-ran-maj/ilp/roc/sgf/es/fp

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