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Estudo atribui ao "Dieselgate" 5.000 mortes por ano na Europa

Paris, 18 Set 2017 (AFP) - A manipulação dos motores planejada pelas montadoras para que os veículos parecessem mais ecológicos pode ter causado 5.000 mortes apenas na Europa, indica um estudo publicado nesta segunda-feira (18).

Os números estão em sintonia com previsões anteriores sobre o número de falecidos em consequência do grande escândalo "Dieselgate", revelado em 2015 quando a Volkswagen admitiu a manipulação dos motores.

Desde então, outras montadoras estão sob suspeita.

Em maio, um estudo da revista científica "Nature" calculou que o "excesso" de emissões poluentes dos veículos as diesel teria provocado em todo o mundo 38.000 mortes prematuras em 2015.

O novo estudo, publicado pela revista "Environmental Research Letters", se concentra na incidência na Europa.

Um grupo de pesquisadores da Noruega, Áustria, Suécia e Holanda calculou que a cada ano 10 mil mortes na Europa podem ser atribuídas a micropartículas emitidas por veículos leves que funcionam a diesel.

Quase metade das mortes poderiam ser evitadas, caso as emissões de óxido de nitrogênio fossem ajustadas aos testes de laboratório.

A Volkswagen admitiu o uso de softwares ilegais para que os carros apresentassem resultados com menos emissões durante os testes.

Os países mais afetados são Itália, Alemanha e França, indicam os pesquisadores. Sãos os que têm maiores populações e maior taxa de carros a diesel.

Atualmente a Europa tem quase 100 milhões de carros a diesel, o dobro que o restante dos países, de acordo com os cientistas.

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