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FMI alerta sobre endividamento de emergentes e países do G20

Washington, 12 Out 2017 (AFP) - O endividamento crescente de países emergentes e de alguns membros do G20 é "um dos riscos mais importantes" para o crescimento, avaliou o Fundo Monetário Internacional (FMI), que está, entretanto, otimista para a economia mundial.

"Apesar das taxas baixas, o peso dos juros da dívida aumentou em muitas das grandes economias", disse nesta quarta-feira (11) Tobias Adrian, diretor do Departamento de Mercados Monetários do FMI.

"Isso representa um dos riscos mais importantes se as taxas de juros tiverem um forte aumento", alertou ele, ao apresentar um informe do FMI sobre a estabilidade financeira mundial.

Atualmente, o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos e o Banco Central Europeu estão empenhados em desmantelar sua flexível política monetária dos últimos anos.

Este período permitiu aos países financiar seu crescimento com empréstimos nos mercados internacionais, oferecidos em condições muito favoráveis.

Adrian está convencido de que este endividamento é uma das maiores "vulnerabilidades" do crescimento mundial. Não estão excluídos delas os países do G20 - grupo que reúne as maiores economias do mundo, como Estados Unidos, mas também emergentes como Brasil, China e Turquia.

Para as nações emergentes, ou mais pobres, "a maior dependência dos empréstimos poderia finalmente se tornar uma vulnerabilidade, especialmente para os países de menor receita", acrescentou Adrian, que trabalha com um cenário de manutenção do endividamento com um "choque adverso".

"Alguns países seriam duramente abalados por repercussões desfavoráveis devido à acumulação da dívida, que os torna vulneráveis", alertou.

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