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Wall Street fecha em forte baixa

24/12/2018 19h08

Nova York, 24 dez 2018 (AFP) - A bolsa de Nova York fechou novamente em baixa nesta segunda-feira (24), após ter vivido sua pior semana desde 2008, em um mercado afetado pela queda nos preços do petróleo e dificuldades em Washington.

Segundo resultados definitivos do fechamento, o índice Dow Jones Industrial Average recuou 2,91%, a 21.792,20 pontos, seu menor nível desde setembro de 2017, e o índice Nasdaq, de forte inclinação tecnológica, caiu 2,21%, fechando a 6.192,92 pontos.

O índice ampliado S&P 500 caiu 2,71% e fechou com 2.351,10 pontos, seu menor nível desde abril de 2017.

Desde seu pico, no fim de setembro passado, este índice, considerado é o mais representativo pelos investidores, recuou 19,8% e está perto de se somar ao Nasdaq na categoria de índices que perderam mais de 20% em poucos meses.

Vários observadores apontam que os resultados desta segunda-feira podem ter sido afetados pela proximidade do Natal, o que fez com que a sessão fosse mais curta e o público, menor, mas destacam também que a administração de Donald Trump fez aumentar as preocupações dos investidores, devido às tensões comerciais e à alta das taxas de juros.

O presidente americano voltou a criticar nesta segunda-feira o Federal Reserve (Fed, banco central), por ter aumentado novamente as taxas de juros na semana passada.

"O único problema da nossa economia é o Fed. Eles não têm uma ideia do mercado, não necessariamente entendem as guerras comerciais ou a fortaleza do dólar", tuitou Trump.

Apesar das críticas reiteradas do presidente americano, o Fed elevou na semana passada as taxas de juros de referência, um movimento que sacudiu os mercados, que operam em baixa.

Para Trump, os bons indicadores econômicos representam as principais conquistas de seu mandato. Suas críticas ao Fed romperam a tradição de independência entre o governo e o emissor americano. No fim de semana, CNN e Bloomberg indicaram que o presidente americano poderia estar pensando em demitir o presidente do Fed, Jerome Powell, versão desmentida pelo governo.

Estas críticas à poderosa instituição, cuja missão é controlar a inflação e o pleno emprego nos Estados Unidos, são feitas enquanto a Bolsa de Nova York continua recuando na véspera do Natal, após registrar na sexta-feira sua pior quada acumulada mensal desde a crise financeira de 2008.

Os mercados estão preocupados com a perspectiva de uma desaceleração econômica, as consequências da guerra comercial com a China, o aumento das taxas de juros e, agora, a paralisação parcial da administração federal de Washington desde o sábado, e que poderia se estender até janeiro.

O comandante da Casa Branca mais uma vez ofuscou seu secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, que se esforçou durante todo o fim de semana para apaziguar os ânimos sobre as consequências da paralisação federal e tentou relativizar a informação segundo a qual Trump pretendia demitir Powell.

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