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Bruxelas reduz previsão de crescimento da Eurozona para 1,3% em 2019

07/02/2019 11h07

Bruxelas, 7 Fev 2019 (AFP) - A economia da Eurozona crescerá 1,3% do PIB em 2019, calcula a Comissão Europeia, significando uma redução de mais de meio ponto percentual em relação à estimativa anterior, uma consequência da tensão comercial, do Brexit e da situação da principal economia do bloco, a Alemanha.

Depois de registrar um avanço de 2,4% em 2017, o Executivo comunitário acentua a desaceleração dos 19 países da Eurozona em seu conjunto, a 1,9% em 2018, uma redução de dois décimos da previsão anterior, e a 1,3% (-0,6, na comparação com o dado de novembro) em 2019.

"Esta desaceleração foi mais pronunciada do que o previsto no outono passado (...) devido às incertezas do comércio mundial e a fatores internos das nossas maiores economias", afirmou o comissário europeu de Assuntos Financeiros, Pierre Moscovici.

A Alemanha deve registrar crescimento de 1,1% em 2019, sete décimos a menos do que na projeção anterior. Bruxelas também reduziu em três décimos a previsão da segunda economia do bloco, França, a 1,3%.

A Itália, onde o governo de coalizão entre a ultradireita e partidos antissistema anunciou ter entrado em recessão no último trimestre de 2018, teve a previsão de crescimento para 2019 reduzida a 0,2%. Para 2018, a estimativa é de 1%.

Moscovici afirmou que a Comissão está atenta aos índices negativos desde dezembro e "continuará monitorando de perto a situação" italiana.

A Espanha, quarta maior economia do bloco, deve crescer 2,5% em 2018 e 2,1% em 2019, de acordo com a Comissão, que nos dois casos reduziu em um décimo as estimativas anteriores.

O vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, justificou as previsões ao citar "as tensões comerciais e a desaceleração nos mercados emergentes, especialmente na China".

"A possibilidade de um Brexit perturbador cria incerteza adicional", disse Dombrovskis, quando o temido cenário de um divórcio sem acordo em 29 de março ganha força no Reino Unido e na União Europeia.

"O crescimento deve acelerar gradualmente no segundo trimestre deste ano e em 2020", disse Moscovici.

A Comissão reduziu levemente a estimativa de crescimento para o próximo ano, de 1,7% para 1,6%.

O Executivo comunitário seguiu os passos do Fundo Monetário Internacional (FMI), que já reduziu a previsão de crescimento da Eurozona para 2019 de 1,9% a 1,6%, também destacando as inquietações provocadas pelas consequências do Brexit.

A Comissão também diminuiu a previsão de inflação tanto para 2019, de 1,8% a 1,4%, como para 2020, de 1,6% a 1,5%.

tjc/erl/fp