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China e EUA retomarão os temas difíceis do diálogo comercial na próxima semana

15/02/2019 10h30

Pequim, 15 Fev 2019 (AFP) - As delegações da China e dos Estados Unidos retomarão na próxima semana em Washington as negociações sobre temas comerciais, com temas difíceis para solucionar, de acordo com os dois países.

"Na próxima semana as duas partes se reunirão em Washington", disse o presidente da China, Xi Jinping, ao receber em Pequim os principais negociadores americanos após dois dias de conversações.

"Espero que vocês continuem trabalhando duro para promover um acordo que seja mutuamente benéfico", completou.

No início da reunião, o representante americano do Comércio, Robert Lighthizer, afirmou que as duas potências econômicas ainda têm pela frente uma tarefa difícil.

"Sentimos que temos que avançar em temas que são muito, muito difíceis", declarou Lighthizer a Xi. "Tivemos dois dias muito bons de negociações", acrescentou.

Altos funcionários americanos e chineses se reuniram por dois dias na capital chinesa en una tentativa de reduzir a tensão comercial, provocada pela guerra de tarifas de importação.

Xi Jinping disse que "as relações entre China e Estados Unidos têm amplos interesses comuns em salvaguardar a paz e a estabilidade mundial e promover a prosperidade e o desenvolvimento econômico global".

A delegação dos Estados Unidos incluía o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, além de Lighthizer e outros funcionários do setor comercial.

Do outro lado da mesa, a equipe chinesa contava com o vice-premier e principal negociador comercial do país, Liu He, o chanceler Wang Yi e o presidente do Banco Central, Yi Gang.

Em uma mensagem no Twitter, Mnuchin classificou os encontros dos últimos dias como "produtivos".

"Reuniões produtivas com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He", escreveu Mnuchin no Twitter, onde também publicou uma foto das delegações dos dois países diante das bandeiras da China e dos Estados Unidos.

Após dois dias de reuniões na capital chinesa, Mnuchin deve ser recebido pelo presidente chinês, Xi Jinping, antes de retornar a Washington

Até o momento, as duas delegações conseguiram manter em sigilo os eventuais avanços nas negociações comerciais.

O governo dos Estados Unidos estabeleceu prazo até 1o. de março para a China apresentar uma solução às divergências comerciais, antes de elevar de 10% para 25% as tarifas de importação de produtos chineses que representam até 200 bilhões de dólares ao ano.

De acordo com a agência de notícias Bloomberg, o governo de Donald Trump admitiria prorrogar o prazo por 60 dias.

A administração Trump afirmou na semana passada que ainda resta "muito trabalho" por fazer antes que as duas maiores economias do planeta superem as divergências.

Washington critica o enorme excedente comercial de Pequim na relação comercial.

Também exige que a China acabe com práticas que considera injustas, como a transferência obrigatória de tecnologias americanas, o "roubo" de propriedade intelectual, a pirataria e os grandes subsídios a empresas estatais chinesas.

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