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Para diretora do FMI, é cedo para avaliar impacto econômico do coronavírus

30/01/2020 20h28

Washington, 30 Jan 2020 (AFP) - Ainda é muito cedo para avaliar o impacto econômico do surto do novo coronavírus na economia da China, disse nesta quinta-feira (30) a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.

O surto do novo coronavírus deixou quase 8.000 pessoas infectadas na China, onde o número total de mortos já é de 212 - com um recorde de 42 óbitos nesta quinta-feira - o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma emergência internacional.

A rápida disseminação da doença levou ao fechamento de empresas e fábricas, enquanto companhias aéreas de todo o mundo cancelaram voos, levantando preocupações sobre o impacto na economia da China e no resto do mundo.

"Seria irresponsável oferecer qualquer especulação sobre o que poderia acontecer", disse Georgieva em um fórum.

A diretora-gerente do FMI citou a experiência da epidemia de Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em 2002-2003, que desacelerou o crescimento no curto prazo, mas logo a economia se recuperou.

No entanto, essa epidemia ocorreu em um momento em que a economia chinesa estava crescendo. O surto atual ocorre quando as autoridades enfrentam uma desaceleração no meio de uma guerra comercial com os Estados Unidos.

"O impacto imediato é óbvio. Existem aqueles em viagens, turismo e indústria na China" e em outras áreas da Ásia, disse Georgieva, acrescentando que é provável que haja algum impacto negativo neste trimestre.

Mas, além disso, "só observamos e avaliamos", acrescentou.

Georgieva disse que o surto destaca a imprevisibilidade que virou norma no mundo.

Nesse sentido, destacou "a preparação, a prevenção, a ação antecipada têm que estar na corrente sanguínea dos encarregados de formular políticas, quer seja evitando pandemias, catástrofes climáticas ou tensões geopolíticas".

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