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Bolsas europeias voltam a operar no vermelho, apesar de recuperação na Ásia

17/03/2020 15h00

Paris, 17 Mar 2020 (AFP) - As Bolsas de valores europeias voltaram a operar em queda nesta terça-feira, sob o sinal perturbador do coronavírus, apesar de uma dinâmica e esperançosa abertura, e de um melhor desempenho das bolsas da Ásia e do Pacífico.

Após um colapso histórico, a Bolsa de Sydney subiu 6%, e a de Tóquio interrompeu seus quatro dias de queda consecutivas para fechar quase em equilíbrio.

Na Europa, o dia foi de vaivém. No começo das operações, as bolsas estavam em alta, mas rapidamente a tendência se inverteu. Ao fim das sessões, os mercados voltaram a respirar. Frankfurt teve alta de 2,3%, Paris 2,8%, Londres 2,8%, Madri 6,4% e Milão 2,2%.

"A Ásia deu sinais de vida ontem à noite", assim como as praças europeias no início de suas sessões, após informações sobre um plano de significativo de reativação nos Estados Unidos, após as medidas tomadas no Japão, França, Nova Zelândia e Alemanha, destacou Neil Wilson, analista da Markets.com.

Mas a situação continua crítica, com uma progressão inexorável do coronavírus e confinamentos maciços - na Itália, Espanha e França -, bem como o fechamento das fronteiras na Europa, cujas consequências econômicas são graves.

- "Sobreviver ao bloqueio" -Os investidores esperam "que os governos alimentem indivíduos e empresas com liquidez suficiente para sobreviver ao bloqueio causado pelo coronavírus", analisa Jasper Lawler, do London Capital Group.

Mas nada está garantido porque, como lembra Michael Hewson, analista da CMC Markets, "depois de anos de promessas sem efeito, a confiança dos investidores na capacidade do G7 de se unir o suficiente para implantar uma 'bazuca' fiscal consistente é limitada".

Os líderes do G7 declararam na segunda-feira que estão "determinados" a fazer "o que for preciso" para restaurar o crescimento global, atingido pela epidemia.

Em uma declaração conjunta, expressaram sua disposição de mobilizar "todos os instrumentos da política econômica" à sua disposição, como medidas orçamentárias e monetárias.

Os 27 ministros da UE também se comprometeram na segunda-feira a "fazer o que for preciso" sem recorrer ao fundo de resgate da zona do euro.

Os bancos centrais também fizeram o possível para limitar a crise, mas os mercados permanecem insensíveis a essas tentativas, como a do banco central dos Estados Unidos (Fed) que anunciou uma injeção no mercado monetário de US$ 500 bilhões na segunda-feira, depois de reduzir brutalmente sua principal taxa de juros de 0% a 0,25% e uma injeção de liquidez de US$ 700 bilhões.

Outro aspecto da crise é o colapso dos preços do petróleo.

Os preços do petróleo se recuperavam muito ligeiramente nesta terça-feira, depois que caíram para o nível mais baixo em quatro anos na segunda-feira, pressionados pelo colapso da demanda global de petróleo e pela crise do coronavírus.

O petróleo é refém de uma demanda global em declínio, como resultado das medidas adotadas pelos países para impedir a disseminação do coronavírus, e pela guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia, que não alcançaram um acordo para um novo corte na produção.

abx/aue/me/mis/mr

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