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AIE está menos pessimista sobre demanda mundial de petróleo em 2020

14/05/2020 09h54

Paris, 14 Mai 2020 (AFP) - A Agência Internacional de Energia (AIE) se mostrou um pouco menos pessimista nesta quinta-feira (14) em suas previsões de redução da demanda por petróleo em 2020, mas enfatizou sua preocupação com uma possível segunda onda da pandemia de coronavírus.

Para 2020, a AIE estima agora uma redução na demanda de -8,6 milhões de barris por dia (mbd), de acordo com seu relatório mensal divulgado nesta quinta-feira.

Nas conclusões de abril, a previsão era de uma queda de -9,3 mbd na demanda.

Esses resultados continuariam sendo, apesar de tudo, a "queda mais importante no consumo da história" da indústria de petróleo, segundo a agência.

"Para muitos cidadãos, ainda há restrições aos movimentos, mas as empresas e os negócios começam a reabrir, e as pessoas, a voltar ao trabalho, o que alimentará a demanda por petróleo, ainda que gradualmente", enfatiza o relatório, admitindo que existem dúvidas sobre a capacidade de vários Estados de liberarem a população do confinamento sem causar o ressurgimento do vírus.

Depois de um "mês de abril sombrio, pode ser que o pior tenha ficado para trás", opinou nesta quinta Neil Atkinson, chefe da seção de Mercados de Petróleo da AIE.

Em relação à oferta, "a produção reagiu de forma decisiva", diz a AIE, referindo-se à redução significativa na produção dos Estados Unidos, ou ao acordo da OPEP+, já que a OPEP conseguiu chegar a um acordo com a Rússia, sua parceira, para limitar a oferta e apoiar os preços.

"Vemos os primeiros sinais de reequilíbrio progressivo nos mercados de petróleo. Mas ainda é algo gradual e frágil", comentou o diretor da AIE, Fatih Birol.

Há algumas semanas, o mercado de petróleo entrou em colapso, devido às restrições aplicadas em todo mundo para impedir a propagação do novo coronavírus e também à guerra de preços lançada pela Arábia Saudita.

Além das incertezas que pairam sobre o setor, há também a questão de saber se os principais países produtores respeitarão as cotas de produção.

"As respostas que receberemos nas próximas semanas (dos países produtores) terão maiores consequências no mercado de petróleo", segundo a AIE.

Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos anunciaram na segunda-feira que desejavam diminuir sua produção de petróleo além dos compromissos assumidos na OPEP+.

No caso de Riade, esse corte seria de um milhão de mbd e situaria a oferta do primeiro produtor mundial de petróleo bruto em 7,5 mbd.

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