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América Latina será a região com pior impacto econômico e na saúde, diz BM

09/10/2020 13h54

Washington, 9 Out 2020 (AFP) - A América Latina e o Caribe sofrerão "o pior impacto econômico e em saúde" em todo o mundo pela pandemia da covid-19, segundo o Banco Mundial, que publicou nesta sexta-feira (9) uma estimativa que prevê uma queda do PIB regional de 7,9% em 2020.

"Nossa região suporta o pior impacto econômico e em saúde devido à covid-19 de todo o mundo", disse o vice-presidente do Banco Mundial para a região, Carlos Felipe Jaramillo.

Depois do golpe, a América Latina iniciará uma recuperação com um crescimento estimado em 4% em 2021.

Este relatório mostra um panorama levemente mais negativo para este ano do que nas previsões feitas pela entidade em junho, quando calculou uma contração de 7,2% em 2020.

Esses dados não contemplam a Venezuela, um país em recessão aguda há vários anos e com uma crise política e um governo não reconhecido por mais de 50 países.

Em seu relatório denominado "O custo de manter-se são", o Banco Mundial aborda o impacto da pandemia em uma região com países muito populosos e com altas taxas de mortalidade e de contágios como Brasil, México e Peru.

Na América Latina e Caribe, "o número de mortos por milhões de pessoas é tão alto quanto nas economias avançadas, se não for maior, mas os recursos disponíveis para enfrentar o impacto são muito mais restritos".

Essa crise chega "após vários anos de um crescimento decepcionante e de progressos limitados nos indicadores sociais", afirmou o Banco.

O BM alertou, ainda, que "o prejuízo social é imenso" e que os índices de desemprego aumentaram na região, às vezes substancialmente.

Em 13 países, "a porcentagem de casas que sofreram um declínio na renda é ainda maior do que as que experimentaram uma perda de emprego", segundo uma pesquisa realizada pela entidade.

Os economistas do BM também destacaram que em cinco países uma grande quantidade de pessoas disseram estar atrasadas em seus pagamentos ou que estimam que podem ter dificuldades para cumprir seus compromissos.

Para o Banco Mundial, isso significa que o impacto da crise não será apenas "severo", mas também "potencialmente duradouro".

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