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Banco espanhol BBVA vende sua filial nos EUA ao PNC por US$ 11,6 bi

16/11/2020 09h46

Madri, 16 Nov 2020 (AFP) - O banco espanhol BBVA anunciou, nesta segunda-feira (16), a venda por cerca de US$ 11,6 bilhões de sua filial nos Estados Unidos ao grupo PNC Financial Services, que deve se tornar a quinta entidade bancária do país com esta operação.

Esta é uma das aquisições bancárias mais importantes desde a crise de 2008 e um alívio para as finanças do segundo grupo bancário da Espanha, que acumulava perdas este ano, principalmente devido à revisão para baixo do valor de sua filial americana.

Para a PNC Financial Services, com sede em Pittsburg (Pensilvânia) e com uma importante presença no leste e no centro-oeste americano, isso representará uma expansão para os estados do sul e do oeste do país, como Texas, Alabama e Arizona, onde o BBVA concentrava sua atividade.

"Esta é uma grande operação para todas as partes", destacou em um comunicado o presidente do BBVA, Carlos Torres Vila.

"A empresa terá franquias de costa a costa com presença em 29 dos 30 mercados mais importantes dos EUA", disse o PNC.

A operação será realizada em espécie e deve ser concluída em meados de 2021, caso passe nas aprovações regulatórias. Seu anúncio causou um salto de mais de 15% no valor dos títulos do BBVA na Bolsa de Madri.

Segundo o comunicado do banco espanhol, o preço "representa 19,7 vezes o resultado obtido pela unidade em 2019, e equivale a cerca de 50% do valor na bolsa atual do BBVA, portanto, a operação gera um grande valor para os acionistas".

"Este preço é mais de duas vezes e meia o valor que os analistas atribuem a esta filial", destacou Carlos Torres Vila.

O mercado americano, no qual entrou na década de 2000, era cada vez menos relevante para o BBVA. Nos três primeiros trimestres de 2020, respondeu por 4,3% de seu lucro, longe dos valores de México (44,9%), Turquia (18,7%), ou Espanha (16,4%).

O banco espanhol acumula perdas líquidas de 15 milhões de euros (em torno de US$ 17,8 milhões) neste período por causa, em especial, da revisão para baixo do valor de sua filial americana, registrada nos balanços desde o início do ano por 2 bilhões de euros (US$ 2,37 bilhões).

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