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Biden apresenta equipe com a qual espera tirar os EUA da crise econômica

01/12/2020 15h57

Washington, 1 dez 2020 (AFP) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentará sua equipe econômica nesta terça-feira (1), com Janet Yellen no comando como secretária do Tesouro, que enfrenta o desafio de uma economia atingida pela pandemia da covid-19.

Biden optou por um time com forte predominância feminina, representativo da diversidade dos Estados Unidos e formado por personalidades consagradas em suas áreas, com o objetivo de reativar a economia do país, que sofre uma taxa de desemprego que chega ao dobro do nível anterior da pandemia e com crescimento tangenciado de acordo com o avanço do vírus.

Yellen, que antes foi presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), se tornará a primeira mulher secretária do Tesouro, se confirmada pelo Congresso.

Biden vai orquestrar os primeiros passos desta equipe, em uma cerimônia vespertina diretamente de Wilmington, Delaware.

Esse evento acontecerá logo após a apresentação ao Congresso dos timoneiros da economia do país, o atual Secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

Powell alertou que meses "difíceis" virão devido ao aumento de casos de covid-19 no país e no exterior, e que desafios e incertezas significativas permanecem, inclusive, no momento, "a produção e a distribuição" de uma ou mais vacinas.

Até agora, o governo e o Congresso não conseguiram lançar um segundo plano de resgate para a economia, após um primeiro programa lançado no início da pandemia, de US$ 2,2 trilhões.

Diante da crescente urgência de dar alívio a muitos desempregados que esgotaram seus benefícios e economias, um grupo bipartidarista de senadores propôs nesta terça-feira um projeto de cerca de US$ 900 bilhões.

Esse plano marca uma linha intermediária entre o que aspirava a presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi - que defende um novo plano de US$ 2 trilhões - e os US$ 500 bilhões que os republicanos, que controlam o Senado, estão dispostos a gastar.

O tempo é curto, pois as negociações não tiveram avanços desde as eleições presidenciais de novembro e a recuperação começa a definhar diante da nova onda de casos, que pode ser agravada pelos deslocamentos do último fim de semana prolongado de Ação de Graças.

- Expectativa de um acordo antes do Natal -Nos Estados Unidos, país do mundo com mais casos e mais mortes na pandemia, com 268.103 óbitos, o avanço de dezembro também marca uma contagem regressiva para 12 milhões de pessoas que vão esgotar seu seguro-desemprego em 26 de dezembro.

As proteções contra o despejo de inquilinos e o alívio da dívida dos estudantes também estão expirando.

Um motivo para responder às expectativas de um acordo é que Mnuchin está planejando uma reunião por telefone com Pelosi esta tarde, disse o secretário do Tesouro a jornalistas antes de entrar na audiência no Congresso.

É a primeira vez, desde as eleições, que os dois lados se encontram para tentar chegar a um novo acordo.

"Seria imperdoável ir [ao recesso de Natal] sem chegar a um acordo", afirmou o senador democrata Joe Manchin, que junto com a senadora republicana Susan Collins e outros congressistas estão promovendo um plano de consenso.

Collins observou que os legisladores trabalharam "muito" para entregar este plano, que depende da aprovação do presidente da maioria, o republicano Mitch McConnell, e dos democratas.

Para os desempregados, este plano contempla US$ 180 bilhões para fornecer ajuda extraordinária e contém uma demanda que é central para os democratas: uma provisão de US$ 160 bilhões para ajudar os governos estaduais e locais.

"Dizem que não é o que todos nós gostaríamos", disse a senadora republicana Lisa Murkowski a repórteres.

"Este é um alívio emergencial, é voltado para nos ajudar a entrar no próximo trimestre", explicou.

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