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EUA enfrenta explosão de casos diários de covid-19

07/12/2020 06h05

Washington, 7 dez 2020 (AFP) - Os Estados Unidos voltaram a registrar no domingo muitos casos de covid-19, enquanto o mundo observa as primeiras campanhas de vacinação, iniciadas na Rússia e previstas para começar na terça-feira no Reino Unido.

A maior potência econômica do planeta, o país mais afetado pela pandemia em termos absolutos com quase 282.000 vítimas fatais e mais de 14,7 milhões de casos, registrou 181.000 novos contágios em 24 horas, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins.

Nas últimas duas semanas, os Estados Unidos superaram com frequência 2.000 mortes por dia, como no início do ano, no auge da primeira onda.

O presidente Donald Trump anunciou no domingo que seu advogado pessoal, Rudy Giuliani, testou positivo para covid-19.

As autoridades de saúde do país alertaram sobre o aumento de casos depois que milhões de americanos viajaram para comemorar o Dia de Ação de Graças na semana passada, apesar dos apelos das autoridades para que ficassem em casa.

O coronavírus matou mais de 1,5 milhão de pessoas e infectou mais de 66 milhões em todo o mundo desde que apareceu na China no ano passado, de acordo com uma contagem da AFP. Na América Latina e no Caribe houve um aumento de 18% nos casos em uma semana.

- Vacinas na Rússia e Reino Unido -A Rússia começou no sábado a campanha de vacinação. A Sputnik V foi injetada em Moscou em trabalhadores sociais, profissionais da saúde e professores em centros abertos na capital.

O Reino Unido, país mais afetado da Europa com 61.014 mortos, começará a vacina parte da população na terça-feira.

"Daremos prioridade aos mais vulneráveis e pessoas com mais de 80 anos, aos funcionários de casas de repouso e do serviço público de saúde", afirmou o ministro da Saúde, Matt Hancock.

A imprensa noticiou que a rainha Elizabeth II receberá nas próximas semanas a vacina.

A soberana de 94 anos e seu marido, o príncipe Philip, de 99, serão vacinados em breve por causa de sua idade e não por tratamento preferencial, afirmou o Mail on Sunday.

Segundo o jornal, os dois vão revelar que receberam a vacina para "incentivar o maior número de pessoas a se vacinar", em meio a temores de que os ativistas antivacinas semeiem dúvidas na população.

As autoridades britânicas foram as primeiras a aprovar a vacina dos laboratórios Pfizer e BioNTech.

A Organização Mundial de Saúde (OMC) informou que existem 51 vacinas candidatas que estão sendo testadas em humanos, 13 delas na etapa final dos testes em larga escala.

Os Estados Unidos devem autorizar as vacinas ainda este mês, enquanto a Bélgica, França e Espanha anunciaram que começarão a vacinar os mais vulneráveis em janeiro.

- Advertências da OMS -Ao mesmo tempo, a OMS alertou que as vacinas não são uma panaceia e disse que é errado pensar que a pandemia acabaria em breve graças às vacinas.

"Vacinas não significam covid zero", disse Michael Ryan, diretor de emergências da OMS, garantindo que nem todos poderão receber uma dose já no início do próximo ano.

"A vacinação vai adicionar uma ferramenta muito importante e poderosa ao kit de ferramentas que temos, mas por si só não terminará o trabalho", disse ele.

- Flexibilização e restrições -O Peru autorizou a reabertura de cinemas, teatros, academias e cassinos - com público limitado - a partir de segunda-feira, após uma proibição de nove meses, por registrar uma redução dos contágios.

A Coreia do Sul elevou o alerta por covid-19 para o segundo nível em Seul e áreas próximas, no momento em que as autoridades lutam para conter um novo surto. Nas últimas semanas os contágios passaram de 100 para mais de 500 por dia.

A região alemã da Baviera anunciou regras mais estritas que incluem toques de recolher e fechamentos parciais de escolas.

A Tunísia prorrogou o toque de recolher noturno até o fim do ano, o que aumentou os protestos contra o governo.

Outros países estão anunciando restrições para as festas de fim de ano, como a Suíça, que proibirá canções de Natal nas ruas, e a Espanha, onde a capital, Madri, cancelou a comemoração do Ano Novo no centro.

A Itália atingiu a marca de 60.000 mortos desde o início da pandemia no domingo e o país registra um aumento dos casos.

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