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Reino Unido investiga gigantesca fusão entre filial da Telefónica e Virgin Media

11/12/2020 09h33

Londres, 11 dez 2020 (AFP) - A agência reguladora britânica da concorrência anunciou nesta sexta-feira (11) que abriu uma investigação sobre o gigantesco projeto de fusão por 31 bilhões de libras (41 bilhões de dólares, 34 bilhões de euros) entre a filial da Telefónica O2 e Virgin Media.

A Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) decidiu abrir rapidamente uma investigação profunda a pedido dos dois operadores de telecomunicações, informou em um comunicado.

A abertura desse procedimento significa que é provável que o projeto levante problemas de concorrência em alguns mercados ou esferas de atividade no Reino Unido, especialmente porque ambos os grupos oferecem suas redes a inúmeros operadores virtuais.

A CMA, que tem o poder final de impedir a fusão, "está preocupada com o fato de que Virgin e O2 podem ser levadas a aumentar os preços ou reduzir a qualidade desses serviços de atacado, o que em última instância penalizaria os consumidores".

O2, filial da Telefónica no Reino Unido, e a Virgin Media, propriedade da empresa americana Liberty Global, anunciaram em maio seu plano de fusão, que poderia ofuscar o operador de telecomunicações número um do país, BT, e a seu concorrente direto Vodafone.

A transação estima o valor da O2, gigante da telefonia móvel no Reino Unido, em 12,7 bilhões de libras e a Virgin Media, cujo ponto forte é a rede fixa de internet, em 18,7 bilhões de libras, com sinergias esperadas em 6,2 bilhões de libras.

A O2 é um dos poucos operadores com sua própria rede móvel no Reino Unido. Tem um total de 34 milhões de clientes, incluindo vários milhões que pertencem a operadores que alugam sua rede, como Tesco Mobile.

Por sua vez, a Virgin Media tem 6 milhões de clientes de rede e 3,3 milhões de clientes de telefonia móvel.

A CMA assumiu o caso depois de conseguir em novembro que a Comissão Europeia o cedesse.

O órgão regulador britânico defendeu que a fusão teria repercussões principalmente no Reino Unido e que as conclusões da investigação serão anunciadas após 1o de janeiro e depois do fim do período de transição pós-Brexit.

jbo-acc/pc/aa

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