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Agências de notícias criam 'redação europeia' com apoio da UE

29/11/2021 14h59

Bruxelas, 29 Nov 2021 (AFP) - Dezesseis agências de notícias europeias decidiram unir forças para criar, com o apoio financeiro da UE, uma "redação europeia" para trabalharem juntas sobre questões relativas ao bloco, anunciou a Comissão Europeia nesta segunda-feira (29).

"A maioria dessas agências se reunirá em um lugar comum onde poderão discutir todos os assuntos europeus, solicitar entrevistas juntas e publicar algumas dessas produções em um site dedicado", informou uma fonte da AFP, que participa do projeto.

"Os participantes do consórcio também poderão se beneficiar do treinamento, especialmente sobre questões digitais e verificação de dados", acrescentou a AFP.

A agência de notícias alemã DPA é a líder do projeto, que receberá um apoio de 1,76 milhão de euros, anunciou a Comissão.

Além da DPA e AFP, a agência italiana Ansa e a espanhola EFE também participam do projeto.

Também juntaram-se as agências Agerpres (Romênia), APA (Áustria), ATA (Albânia), Belga (Bélgica), BTA (Bulgária), Europapress (Espanha), FENA (Bósnia), HINA (Croácia), MIA (Macedônia do Norte), STA (Eslovênia), Tanjug (Sérvia) e TASR (Eslováquia).

"A busca dessa redação europeia está em andamento e deve estar funcionando em janeiro de 2022", apontou a Comissão Europeia.

O comissário europeu de Mercado Interno, Thierry Breton, disse por sua vez que com o plano "estamos reforçando o espaço de informação da Europa e aumentando o acesso dos cidadãos à informação de qualidade".

A Comissão apresentará em 2022 uma lei para proteger a independência dos veículos de comunicação com o objetivo de "garantir o pluralismo, a integridade e a independência do mercado de informações europeu contra qualquer tipo de interferências injustificadas", disse Breton.

"Essas ameaças podem adotar diversas formas, como a interferência do governo, a politização dos meios públicos ou uma alta concentração de capital midiático nas mãos de poucos proprietários", acrescentou.

Em relação à concentração dos veículos de comunicação, o funcionário apontou que podem representar problemas de independência editorial "especialmente quando os proprietários ou membros do conselho de administração atuam em vários setores", alertou.

De acordo com Breton, "o que está em jogo é a independência e o pluralismo dos nossos veículos de comunicação, assim como a qualidade do debate público e a responsabilidade pública".

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