Petróleo tem alta de 8% e volta a passar dos US$ 100 o barril
Os dois barris de referência de petróleo subiram mais de 8% hoje, situando-se novamente acima dos 100 dólares, impulsionados pela guerra na Ucrânia, depois que a Rússia rejeitou suspender sua ofensiva e a AIE (Agência Internacional de Energia) expressou temores sobre a oferta petroleira.
Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em maio fechou, assim, em alta de 8,79% a 106,64 dólares.
Enquanto isso, em Nova York, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em abril subiu 8,35% a 102,98 dólares.
"Os preços do petróleo aceleraram a alta depois que o secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou que não vê sinais de que (o presidente russo) Vladimir Putin esteja pronto a parar e que os Estados Unidos temem que a China considere ajudar a Rússia", destacou Edward Moya, analista da Oanda.
"Não parece que esta guerra vá terminar logo e isso implica provavelmente em que os preços do petróleo poderiam ter outra forte alta", previu o analista.
Na Confluence Investment, Bill O'Grady destacou que "os fundamentos do mercado de energia são verdadeiramente altistas".
"Ignoro quanto petróleo e gás os russos conseguem exportar ainda, mas (o volume) deve estar diminuindo", afirmou à AFP.
"Observo com grande interesse se os russos estão enchendo seus reservatórios e se serão obrigados a cortar a produção, o que nos levaria a uma verdadeira penúria na vida real", alertou.
"A invasão russa continua determinando a evolução dos preços de certo modo, em vista de sua importância mundial (da Rússia) em termos de abastecimento", resumiu Victoria Scholar, da Interactive investor.
A Rússia é o segundo exportador mundial de petróleo.
Os preços também subiram após o relatório mensal da AIE, que sustentou na quarta-feira temer um forte "impacto" na oferta mundial de petróleo, em consequência das sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia, e avaliou que o petróleo russo não poderá ser substituído de imediato.
ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}
Ocorreu um erro ao carregar os comentários.
Por favor, tente novamente mais tarde.
{{comments.total}} Comentário
{{comments.total}} Comentários
Seja o primeiro a comentar
Essa discussão está encerrada
Não é possivel enviar novos comentários.
Essa área é exclusiva para você, assinante, ler e comentar.
Só assinantes do UOL podem comentar
Ainda não é assinante? Assine já.
Se você já é assinante do UOL, faça seu login.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Reserve um tempo para ler as Regras de Uso para comentários.