Petróleo consegue deter queda após adiamento de reunião da Opep+

Os preços do petróleo limitaram suas perdas nesta quarta-feira (22), depois de terem desabado ao ser anunciado o adiamento da reunião ministerial da Opep+.

O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em janeiro perdeu 0,59%, a 81,96 dólares, após ter caído até 4,89% durante o dia.

Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) de mesma entrega caiu 0,86%, a 77,10 dólares, depois de uma queda de 5,11% na sessão.

O mercado reagiu fortemente à baixa após o anúncio do adiamento do encontro da Opep e seus aliados na Opep+. A reunião foi adiada, sem explicação, de 26 para 30 de novembro.

Duas fontes conhecedoras indicaram à AFP que essa decisão se deve a divergências no cartel, especialmente "desacordos entre [Arábia Saudita] e países africanos por cotas" de produção.

"No início, o mercado pensou que havia a possibilidade de a Arábia Saudita aumentar sua produção se outros países não respeitassem suas cotas", explicou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

Mas os operadores mudaram de perspectiva e interpretam essas divergências como o rechaço de alguns membros da aliança de fazer cortes adicionais.

"Os dados mostram que vários países" que integram a Opep+ "ultrapassam suas cotas", lembrou Lipow.

Antes preocupado com os volumes disponíveis, o mercado tem se ocupado agora com a demanda há várias semanas, em meio a uma desaceleração da economia global. E o último relatório de reservas de petróleo nos EUA não contribuiu para tranquilizar os operadores.

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As reservas comerciais americanas aumentaram significativamente na semana passada, de acordo com dados divulgados nesta quarta pela Administração de Informação de Energia (EIA).

Os dados, muito acima do esperado pelo mercado, indicaram a alta de 8,7 milhões de barris (mb) na semana encerrada em 17 de novembro.

Os analistas esperavam um aumento de 1,75 mb, segundo consenso reunido pela agência Bloomberg.

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© Agence France-Presse

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