Petróleo se recupera em mercado muito volátil antes de reunião da Opep+

Os preços do petróleo subiram fortemente nesta terça-feira (28), em um mercado tenso e volátil, presa de vários rumores antes da reunião da Opep e seus aliados da Opep+, prevista para a quinta-feira.

O preço do barril do Brent do Mar do Norte para entrega em janeiro teve alta de 2,12%, fechando a 81,68 dólares.

Enquanto isso, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega na mesma data subiu 2,07%, a 76,41 dólares.

"O mercado oscila entre o pessimismo e o otimismo antes da reunião" da Opep+, comentou Matt Smith, analista da Kpler. "O petróleo cru sobe hoje, mas poderia perfeitamente cair amanhã", resumiu.

"Esperamos um prolongamento dos cortes na produção" já anunciados "pela Arábia Saudita e pela Rússia, enquanto outros produtores demonstram sua vontade de reduzir os volumes para ajudar a sustentar os preços", explicou Susannah Streeter, da Hargreaves Lansdown.

Mas, segundo a agência Bloomberg, citando delegados do cartel, nenhum acordo estava fechado nesta terça entre os líderes da Opep, Angola e Nigéria, que querem revisar - para cima - as cotas fixadas para 2024, que são inferiores aos níveis atuais.

A Nigéria se prepara para abrir uma refinaria gigante com capacidade para processar 650.000 barris diários em seu máximo rendimento operacional, uma infraestrutura que demandará petróleo cru.

Por outro lado, segundo Carsten Fritsch, do Commerzbank, os Emirados Árabes Unidos, em particular, se opõem a adotar novos cortes reivindicados pelos sauditas, depois de obterem, em junho, um aumento de sua cota para 2024.

É necessário, "pelo menos", que a Arábia Saudita mantenha seus cortes de um milhão de barris diários até o fim de 2024 "para impedir que os preços caiam ainda mais", avaliou Math Smith, da Kpler.

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"Mas não esperamos que consiga convencer os outros produtores de cortes adicionais", acrescentou.

De todo modo, embora a situação continue igual, "a oferta será superior à demanda no primeiro semestre" de 2024, segundo Smith.

Uma fragilização do dólar, que barateia o barril para investidores em outras moedas, e uma forte tempestade no Mar Negro também sustentaram o ouro negro.

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© Agence France-Presse

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