Petróleo atinge nível mais baixo em quase 6 meses após inflação nos EUA

Os preços do petróleo voltaram a cair nesta terça-feira (12) devido aos temores de excesso de oferta, em um contexto de perspectivas econômicas globais em declínio e de uma inflação que não recua rapidamente nos Estados Unidos.

O barril Brent do Mar do Norte, negociado na Europa e para entrega em fevereiro, teve uma queda acentuada de 3,66%, para 73,24 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI), de referência nos Estados Unidos e para entrega em janeiro, caiu 3,79%, para 68,61 dólares.

As duas referências globais de petróleo bruto atingiram seus níveis mais baixos desde o final de junho.

A inflação nos Estados Unidos ficou em 3,1% nos últimos 12 meses até novembro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), e na comparação mês a mês, o IPC subiu 0,1%.

"A inflação não cede o suficiente para que o Federal Reserve [Fed, banco central americano] sugira um futuro corte nas taxas" de juros, disse à AFP John Kilduff, da Again Capital.

O Fed encerrará sua última reunião de política monetária do ano na quarta-feira, e o mercado espera que mantenha suas taxas de juros de referência.

"O mercado esperava mensagens benevolentes sobre o futuro da política monetária", que podem não ocorrer, dada a inflação, explicou Kilduff.

Em paralelo, "com uma produção [de petróleo] nos Estados Unidos alta e preocupações com a saúde da economia chinesa, as perspectivas de demanda a curto prazo parecem incertas", destacou James Harte, analista da Tickmill.

Os Estados Unidos são um grande exportador de petróleo e derivados, o que pode ser um problema para a Opep e a manutenção dos preços, observou Kilduff, referindo-se aos cortes na produção do cartel e de seus aliados.

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As duas referências do petróleo perderam entre 25% e 28% de seus picos no ano, no final de setembro, quando o Brent chegou perto dos 100 dólares o barril.

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© Agence France-Presse

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