Petróleo segue em alta após perturbações no Mar Vermelho

O petróleo voltou a subir nesta terça-feira (19), ainda impulsionado pelos ataques a navios no Mar Vermelho.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em fevereiro subiu 1,64% e fechou em US$ 79,23.

O West Texas Intermediate (WTI) americano para entrega em janeiro, em seu último dia de negociação, subiu 1,33% para US$ 73,44.

"O que está acontecendo no Mar Vermelho está gerando perturbação", comentou Phil Flynn, da Price Futures Group. "Não é grave, mas vai custar mais" para transportar petróleo, acrescentou.

Na segunda-feira, foi criada uma força multinacional para proteger os navios mercantes, com Estados Unidos, Reino Unido e França entre seus membros.

"Agora, a questão é quando essa aliança estará operacional", disse Flynn.

Até agora, entre as grandes empresas petrolíferas, apenas a BP optou por evitar a área, onde os navios são alvo de ataques reivindicados pelos rebeldes houthis do Iêmen.

"A BP costuma ser a mais cautelosa", explicou um executivo da petrolífera sob condição de anonimato. "Mas se [o navio] não tem vínculos com Israel, a probabilidade de um ataque é muito baixa", acrescentou.

Os houthis, apoiados pelo Irã, advertiram que atacarão navios de empresas israelenses ou a serviço de Israel.

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"E embora o tráfego pelo Canal de Suez tenha diminuído consideravelmente, ainda há muitos navios", disse um executivo de uma empresa de transporte de petróleo.

Ele indicou que muitos navios optam por passar pela costa do Iêmen à noite e, para reduzir os riscos, desligam os sistemas que permitem detectá-los.

Os petroleiros que optam pela rota do Cabo da Boa Esperança levarão dez dias a mais, mas chegarão ao porto, disse Bart Melek, analista da TD Securities. Essa rota "não está bloqueada", disse.

Por outro lado, "a rota de Suez não é absolutamente crucial para o transporte de petróleo", disse Thu Lan Nguyen, analista do Commerzbank. Ela observou que o bloqueio dessa artéria por um porta-contêineres encalhado durante seis dias em março de 2021 teve um impacto limitado nos preços.

tu/gm/ag/am

© Agence France-Presse

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